FORMULAÇÃO
DA HIPÓTESE – Depois de escolher e delimitar o tema de pesquisa e formular o
problema de pesquisa, é chegada a hora de formular a hipótese de estudo.
Para
Vera (1983), a hipótese é um enunciado geral que precisa ser verificado e
validado, ou melhor, confirmado ou refutado.
Por isso, as hipóteses confirmadas tornam-se leis que constituem um
sistema teórico.
A
hipótese, conforme Vergara (2007), é uma suposição ou antecipação da resposta
ao problema, ou seja: uma afirmação. A investigação será feita para confirmá-la
ou refutá-la. Essa hipótese é usada geralmente em estudos positivistas ou
neopositivista, implicando testagem de relações via procedimentos estatísticos.
Segundo
Triviños (1987), a hipótese surge após a formulação do problema, uma vez que
ela envolve uma possível verdade ou resposta ou resultado provável, apoiada
numa teoria. Essa hipótese pertence geralmente aos estudos experimentais, muito
embora, seja aceita noutros tipos de estudo, funcionando como foco norteador.
Para tanto, o autor assinala as condições essenciais para a correta formulação
das hipóteses: devem ser expressa numa linguagem clara, ser específica, ter
apoio de uma teoria, possuir dimensão geral, ser proposta favorável à
interrogativa colocada pelo investigar e seus termos devem possuir a qualidade
de ser verificada empiricamente,
Observa
Creswell (2007) as condições para a formulação da hipótese nos estudos
quantitativos, qualitativos e mistos.
Na
pesquisa quantitativa, segundo Creswell (2007) as hipóteses funcionar para
moldar e focar especificamente o objetivo do estudo, por serem as previsões que
o pesquisador faz sobre a relação entre as variáveis, sendo, portanto, estimativas
numéricas de valores da população baseados em dados coletados em amostras. O
teste de hipóteses emprega procedimentos estatísticos nos quais o investigador
faz inferências sobe a população a partir de uma amostra de estudo. Elas são
usadas em experimentos nos quais os investigadores comparam grupos. Em vista
disso, possui diretrizes que incluem o uso de variáveis dependentes e
independentes, além de uma forma rigorosa. Elas podem ser nula ou alternativa.
A hipótese nula representa o método tradicional de redigir hipóteses fazendo
uma previsão de que na população total não existe relação ou diferença entre os
grupos. Já a hipótese alternativa o investigador faz uma previsão sobre o
resultado esperado para a população do estudo. Também pode ser direcional,
quando a hipótese prever o resultado potencial e criada para examinar a relação
entre as variáveis, como pode ser não-direcional, quando faz-se uma previsão,
mas a forma exata de diferenças não é especificada pelo pesquisador não saber o
que pode ser previsto.
Na
pesquisa qualitativa, segundo Vergara (2007), as hipóteses confirmam ou não a
suposição de estudo, usando mecanismos estatísticos que não precisam funcionar
como testagem.
Na
pesquisa mista, segundo Creswell (2007), as hipóteses possuem características
como a de precisarem questionamento qualitativo e quantitativo para focar e
restringir as declarações de objetivo, incorporarem elementos de boas questões
técnicas, atenção à ordem das questões, entre outras.
Seguem abaixo algumas sugestões bibliográficas
para leitura.
REFERÊNCIAS
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mais:
FORMULAÇÃO DO PROBLEMA