segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

HORTAS DO BEM COMUM E DA FELICIDADE COMUNITÁRIA


HORTAS DO BEM COMUM E DA FELICIDADE COMUNITÁRIA – O projeto desenvolvido pelo engenheiro ambientalista alemão que atua na área de gestão de recursos naturais e resíduos sólidos, Thilo Smith & da agrônoma especialista em agroecologia, Simone Miranda, Hortas do Bem Comum e da Felicidade Comunitária de Aldeia, possui princípios básicos: a Economia do Bem Comum é um arranjo econômico alternativo e completo, atualmente em discussão e aprimoramento em vários países ao redor do mundo, motivada pela percepção dos múltiplos fracassos ambientais, sociais e econômicos do modelo econômico neoliberal vigente (segundo uma pesquisa da Fundação Bertelsmann de julho 2010, 88% dos alemães e 90% dos austríacos preferiam “um novo arranjo econômico”, conforme Christian Felber: Economia do Bem Comum: o crescimento de uma alternativa democrática, 2016). Enquanto não temos condições diretas de mudar o atual arranjo econômico no Brasil, focado na acumulação de riquezas financeiras de investidores com atuação global, cada vez mais acelerada e concentrada na mão de poucos (e, conforme o World Inequality Report (WILD, 2018), o Brasil continua entre os países com a distribuição mais injusta do PIB: Os 10% mais ricos da população possuem 55% da riqueza nacional. Na Europa, os “top 10%” dispõem de 37% dos rendimentos nacionais, enquanto a tendência em todas as regiões mostra a distribuição piorando desde 1980), podemos nos inspirar começando com uma economia de bem comum ao nível local. Com base comunitária, entre vizinhos, partindo dos nossos terrenos e quintais, para as “Hortas do Bem Comum e da Felicidade Comunitária em Aldeia”. O sistema das hortas do bem comum se fundamenta em oito elementos básicos e uma rede composta por cinco grupos de colaboradores, conforme os elementos básicos seguintes: 1 - O objetivo econômico não é a comercialização dos alimentos, mas sim a distribuição dos excedentes da produção orgânica, preferencialmente à base de troca de serviços para o bem comum: Conhecimentos, assistência técnica, insumos, uso comum de equipamentos, acordos para serviços, trabalho, créditos livres de juros; . 2 - Em caso de ausência da oferta de serviços, a venda monetária e direta se orienta nos preços atuais médios dos produtos orgânicos no Ceasa, com a finalidade de reinvestimento na própria horta ou em hortas comunitárias. Para tal, valem os princípios de uma contabilidade aberta e transparente, onde o conhecimento do fluxo de caixa fica aberto à comunidade envolvida. Eventuais retiradas serão previamente estabelecidas entre o grupo do sistema das hortas do bem comum; 3 - Os terrenos para o cultivo de alimentos são pequenos espaços ociosos em Aldeia, geralmente de granjas fora de condomínios, podendo ser também hortas comunitárias em espaços ociosos de propriedade pública. Tipicamente, uma área de cultivo pode ter algo entre 500 a 5.000 m², apenas para apresentar aqui uma ideia de qual tamanho estamos falando. 4 - Não queremos concorrer com produtores da agricultura familiar, sejam orgânicos ou não. Muitas vezes, no caso de Aldeia, são produtores convencionais, com uso de adubos químicos e agrotóxicos, vide assentamento Pitanga. Outros, como o assentamento Chico Mendes, são produtores orgânicos, porém comercializam os seus produtos em feiras especificas da agroecologia e da agricultura familiar. Ambos os casos cultivam em áreas de vários hectares, para poder sobreviver da sua atuação intensiva e exclusiva. 5 - O cultivo nas nossas hortas seguirá princípios da agroecologia e da legislação relacionada para a produção orgânica, sem uso de fertilizantes químicos e agrotóxicos. Procuramos uma contribuição para o reestabelecimento do equilíbrio ecológico nos fragmentos menos impactados de Aldeia, em acelerado processo de urbanização. O conceito da agroecologia traz uma reflexão sobre o contexto social de forma mais ampla, aliado à ecologia aplicada à agricultura. Procuramos resgatar e conservar sabedoria tradicional e popular de cultivo em equilíbrio com o meio ambiente; 6 - A produção local estimula caminhos curtos, com baixa intensidade de locomoção motorizada, e contribuindo de forma direta às relações comunitárias; 7 - Quando o trabalho de jardineiros se faz necessário, estes preferencialmente serão moradores da comunidade, integrados ao sistema das Hortas do Bem Comum; 8 - A intenção política comum entre os parceiros da rede é (1º.) se contrapor à cultura de agrotóxicos na produção de alimentos, com a alternativa da produção agroecológica, (2º.) se contrapor ao modelo neoliberal e o acumulo de capital, com a alternativa da economia do bem comum e de inclusão social, (3º.) contra o fascismo e a favor da democracia direta e participativa. A REDE – a Rede é composta por cinco grupos de colaboradores, ou seja, o sistema das hortas do bem comum é composto por cinco grupos de colaboradores, ou parceiros, formando uma rede. Neste arranjo, colaboradores específicos podem se enquadrar em vários grupos. Os hortelãos, por exemplo, podem ao mesmo tempo ser beneficiadores, produzindo conservas da colheita, os consumidores podem ao mesmo tempo fazer parte dos apoiadores, entre outras, tais como: 1 - Hortelãos parceiros: Produtores, geralmente proprietários ou inquilinos de granjas fora de condomínios, ao mesmo tempo consumidores e fornecedores diretos (sem intermediários) dos alimentos cultivados. Os hortelãos são integrados em rede, podendo acordar complementariedades na produção e trocar experiências; 2 - Consumidores parceiros: Apoiam as hortas do bem comum pela troca em serviços ou compra dos alimentos produzidos a preços de Ceasa (orgânicos), sem intermediários. São integrados à rede para ter conhecimento da produção de todos os produtores, podendo complementar a cesta com as variedades produzidas pelo sistema. Tem conhecimento do fluxo de caixa, para confirmar a prática de preços justos; 3 - Cultivadores parceiros: São jardineiros da comunidade ou com relações de trabalho na vizinhança, com motivação e aptidão para aplicar e se aperfeiçoar em técnicas do cultivo orgânico. Com estes conhecimentos, as vezes novos, contribuem para práticas de cultivo orgânico em outros serviços de jardinagem em Aldeia. São remunerados conforme praxe local, e recebem produtos da horta. Tem conhecimento do fluxo de caixa, e participam em um percentual a definir nas eventuais retiradas; 4 - Apoiadores parceiros: Apoiam o sistema das hortas comunitárias com assistência técnica, divulgação, trabalho organizacional ou outros serviços a oferecer, mas não moram necessariamente em Aldeia; 5 - Beneficiadores parceiros: Para conservar, processar ou beneficiar a colheita. Contatos: Thilo Schmidt, thilo.schmidt@gmx.org, (81) 999 731 414 & Simone Miranda: meliponini@oi.com.br, (81) 997 695 236


A ECONOMIA DO BEM COMUM - A Economia do Bem Comum: o crescimento de uma alternativa democrática (Por Christian Felber, Janeiro 2016). Segundo uma pesquisa da Fundação Bertelsmann de julho 2010, 88% dos alemães e 90% dos austríacos preferiam um “novo arranjo econômico”. A Economia do Bem Comum é um arranjo econômico alternativo e completo, composto por 20 elementos básicos. Entretanto, não se trata de posições ou reivindicações do movimento internacional, e sim de inspirações e impulsos para discussões criativas, para fertilizá-los com outras ideias e alternativas, e para discuti-los em processos democráticos de base, procurando consensos sistêmicos. Podem ser inicialmente convenções a nível comunitário e comunal, mais tarde a nível nacional ou no âmbito da União Europeia, em quais as melhores propostas serão tratadas para votação final. Esta cabe ao soberano democrático. Pode ser criado, assim, o primeiro arranjo econômico realmente democrático. Aqui se apresentam os elementos básicos da Economia do Bem Comum, em processo permanente de discussão e aprimoramento: 1 - A Economia do Bem Comum está fundamentada nos mesmos valores básicos e constitucionais que façam prosperar as nossas relações: Construção de confiança, apreço, cooperação, solidariedade e compartilhamento. Segundo entendimentos científicos atuais, o que contribui mais significativo com a felicidade e motivação da humanidade são as relações humanas bem sucedidas. 2 - O quadro jurídico de incentivo para a economia será transformado da aspiração ao lucro individual e concorrência para uma aspiração ao bem comum e à cooperação. Empresas serão recompensadas para apoio e cooperação mutua. Concorrência continua sendo possível, mas implica em desvantagens. 3 - O sucesso econômico não é mais medido pelos meios da economia convencional (dinheiro, capital, lucro financeiro), e sim pelos fins (cumprimento das necessidades, qualidade de vida, bem comum). A nível macro (economia nacional ou internacional), o PIB como indicador de resultado será substituído pelo Produto do Bem Comum, a nível meso (empresas), o balanço financeiro será substituído por um balanço do bem comum, e ao nível micro (investimentos), os créditos serão concedidos em base de uma avaliação do bem comum. 4 - O balanço do bem comum será o balanço principal das iniciativas privadas. Quando melhores os resultados dos balanços do bem comum de uma determinada economia, maior será o Produto do Bem Comum. Empresas com balanços de bem comum positivos receberão vantagens jurídicas: menores impostos, menores tarifas alfandegárias, melhores condições de crédito, prioridade para aquisições públicas e em programas de pesquisa etc. Assim, produtos e serviços éticos, ecológicos e regionais serão mais baratos do que aqueles com efeitos de injustiça, poluição e de logísticas extensas, resultando na prevalência de iniciativas privadas éticas no mercado. 5 - O balanço financeiro será um balanço meio. O lucro financeiro se torna do fim ao meio para alcançar a finalidade da empresa: a contribuição ao bem comum. Lucros financeiros podem ser usados para: investimentos reais (com vantagens adicionais sociais e ecológicos), quitação de créditos, reservas limitadas, retiradas limitadas aos colaboradores e créditos livres de juros a outras empresas. Não podem ser usados para: Investimentos no mercado financeiro (que deve ser eliminado), aquisição não amigável de outras empresas, remuneração a pessoas que não trabalham na empresa e doações a partidos políticos. Em contraparte, os lucros financeiros não serão taxados por impostos de empresas. 6 - Libertação da pressão de crescimento ou anexação: Pelo fato que o lucro é apenas meio e não finalidade da iniciativa privada, as empresas podem alocar-se no tamanho ótimo, sob a sua própria perspectiva. Assim, não terão preocupações de serem compradas por empreendimentos maiores, e tampouco não precisam crescer em tamanho, para ser maior, mais agressivo e mais lucrativo do que outras empresas. Todas as empresas ficam livres da pressão do crescimento permanente e da agressividade mutua. 7 - Pela possibilidade de atuar sem as preocupações acima citadas, se terá uma grande variedade de empresas, em todas as áreas. Sem necessidade de crescimento, o espirito de cooperação e solidariedade entre as empresas será estimulado. Podem se apoiar mutuamente com conhecimentos, serviços, trabalhadores e créditos sem juros. Para isso, serão recompensados com um bom resultado do balanço do bem comum do empreendimento – não aos custos de outras empresas, mas pelo seu favor. As empresas formam sucessivamente uma comunidade solidaria de aprendizagem, a economia se torna um arranjo de win-win. 8 - As diferenças entre rendimentos e patrimônio serão limitadas, por discussões e decisões democráticas: O rendimento máximo para, por exemplo, dez salários mínimos; patrimônio particular para, por exemplo, dez, vinte ou trinta milhões de Euro; o direito de doações e herança para 500 mil Euros por pessoa; em caso de empresas de propriedade familiar para, por exemplo, dez milhões de Euro por criança. Superando estes valores, o patrimônio de herança será dividido para todos os membros da geração sucessora sob título de “dote democrático” ou “imposto negativo de herança”: capital inicial igual para todos significa maior igualdade de oportunidades. Os limites e valores exatos deverão ser apurados por uma comissão econômica democrática. 9 - Em caso de empresas grandes, o direito de votação interna e o patrimônio passarão gradativamente, a partir de um certo tamanho (por exemplo 250 trabalhadores), aos trabalhadores e a comunidade. A população pode ser representada por “parlamentos econômicos regionais”, eleitas de forma direta. O governo não deve ter acesso nem direito de votação em empresas públicas. 10 - Isto também vale para propriedades comunitárias e democráticas (“commons” ou “Allmende”), a terceira categoria de propriedades, ao lado das (pequenas) empresas particulares e das empresas grandes mistas. Propriedades comunitárias e democráticas são empreendimentos de economia comunitária nas áreas de educação, saúde, assistência social, mobilidade, energia, comunicação etc. – as áreas necessárias para a vida em sociedade. 11 - Uma propriedade comunitária e democrática importante é o Banco Democrático. Como todos os empreendimentos servem ao bem comum e será governado pelo soberano democrático, e não pelo governo. Seus serviços chaves são garantir contas seguras de um sistema monetário soberano (“Vollgeld”, “sovereign money”,”monnaie pleine”: Esta iniciativa consiste na limitação da geração de valores monetários exclusivamente por um banco do governo, e não, como atualmente, por bancos particulares, no ato de conceder créditos. A “Iniciativa do sistema monetário soberano” (Vollgeldinitiative) foi colocada em votação pela democracia direta (plebiscito) da Suíça, em 2018, obtendo 25% de adesão dos eleitores, mesmo sem ampla difusão do conceito pela mídia. Nota do tradutor), um sistema de pagamento, poupanças e créditos orientados em valores éticos, bem como a participação em bolsas regionais de valores do bem comum. O estado financia os seus débitos primariamente através de créditos do banco central, livres de juros. O banco central receberá o monopólio de criação de valores monetários (“dinheiro soberano”) e gerencia operações internacionais de capital, a fim de impedir a evasão fiscal. Os mercados financeiros na forma atual deixam de existir. 11 - Conforme as propostas de John Maynard Keynes, uma cooperação financeira global será estabelecida, com uma unidade global de compensação de valor (“Globo”, “Terra”) para o comércio econômico internacional. Em nível local, dinheiro regional pode substituir a moeda nacional. A fim de se proteger do comércio não justo, a União Europeia iniciará uma zona de comércio justa (“Zona do Bem Comum”), em qual valem as mesmas regras ou a tributação alfandegária se orientará no balanço do bem comum do produtor. Objetivo de longo prazo é uma zona global do bem comum, através de um acordo das Nações Unidas. 12 - Ao meio ambiente, um valor próprio será declarado, motivo por qual não pode ser transformado em propriedade particular. Quem necessita terra para fins de moradia, produção ou agrosilvicultura pode utilizar um terreno adequado sem custos, ou contra um taxa de utilização. A cessão é vinculada à condicionantes ambientais e o real uso concreto. Com isso, grilagem de terra, landgrabbing, latifúndios e especulação imobiliária serão eliminadas. Em contrapartida, o imposto sobre propriedade de território urbano ou rural será extinto. 13 - O crescimento econômico deixará de ser uma finalidade, pelo contrário à redução do impacto ecológico/ pegada ecológica de pessoas, empreendimentos e estados para um nível globalmente sustentável. Junto aos direitos políticos, sociais, culturais e econômicos teremos direitos humanos ecológicos. Os benefícios anuais do planeta Terra em recursos biológicos será rateado entre toda a humanidade e carregado a “contas ecológicas”, como direito de uso ecológico. Ao mesmo tempo, serão direitos de proteção da Terra. Os mesmo direitos ecológicos para todos, como princípio liberal e sustentável. 14 - A jornada geral de trabalho será gradativamente reduzida à medida da preferência comum, a, por exemplo, 20 a 30 horas semanais. Com isso, será liberado tempo para três outras áreas centrais de trabalho: Assistência social (crianças, enfermos, idosos), trabalho individual (desenvolvimento de capacidades individuais, artes, cultivo de jardins, ócio), bem como trabalho político e comunitário. Em consequência deste equilíbrio na organização do tempo, o estilo de vida se tornará mais independente do consumo, autossuficiente e sustentável. 15 - Cada décimo ano de emprego será uma ano sabático, financiado por rendimentos básicos sem condicionantes. Neste ano, as pessoas podem fazer o que eles preferem. Esta medida descongestiona o mercado de trabalho em dez percentuais – a taxa de emprego média de longo prazo na União Europeia. 16 - A democracia representativa será complementada por elementos de democracia direta e participativa, desenvolvida para uma democracia soberana. (lat. “superanus” = “posicionado acima de tudo”). O soberano recebe “direitos soberanos”, como, por exemplo: Formular e alterar a constituição, eleger, retirar e corrigir um governo, iniciar e decidir projetos de lei, controlar áreas de serviços básicos – sistema monetário, energia, água – iniciar e colocar acordos internacionais em votação. 17 - Todos os vinte elementos básicos da economia do bem comum devem ser amadurecidos em processos amplos e participativos de base, antes de que as diferentes alternativas sejam enviadas para discussão por uma assembleia econômica democrática, sua vez composta por votação direta. A assembleia tem a incumbência de preparar e apresentar as alternativas para a votação final. As versões finais serão sistematicamente aprovadas pelo soberano democrático. As propostas aprovadas compõem os elementos econômicos da constituição. A constituição pode ser alterada, a cada momento, pelo soberano. A fim de aprofundar o sistema democrático, outras comissões podem ser convocadas: Comissão democrática de educação, da mídia, da previdência, do próprio sistema democrático... 18 - A fim de estimular a população desde cedo para com os valores e práticas da economia do bem comum, também o sistema educacional deve se orientar nos princípios do bem comum. Isto exige outras formas de educação, com novos conteúdos, como, por exemplo, “emocionologia”, ética, comunicação, educação democrática, sensibilização para a natureza, corpo e saúde, artes etc. 19 - Pelo motivo que na economia do bem comum o sucesso de empreendimento ganhar outro significado do que atualmente, também serão requeridos outras qualidades de liderança. Não serão mais procurados os gerentes mais rigorosos, egoísticos, orientados pelo raciocínio de “indicadores econômicos”, e sim pessoas que atuam com responsabilidade e competência social, com empatia, que entendem decisões compartilhadas como chance e ganho, que pensam e tenham estratégias de longo prazo. Serão os novos exemplos de liderança. A economia do bem comum não é o melhor dos modelos econômicos e nem o fim da história, apenas um possível próximo passo rumo ao futuro. Trata-se de um processo participativo e aberto, buscando sinergias com propostas parecidas. Pelo engajamento comum de uma amplo espectro de pessoas corajosas e responsáveis, um sistema democrático fundamental inovador pode ser criado. A implementação precisa de motivação intrínseca e responsabilidade própria, incentivos legais, um ambiente de ordenamento político, e consciência de soberania. Todas as pessoas, empresas, comunidades, organizações e instituições podem participar no desenvolvimento deste modelo e são cordialmente convidados para isso! ...Se engajam para alternativas concretas! Se engajam para a Economia do Bem Comum!“ (Stéphane Hessel) – (Tradução: Thilo Schmidt).

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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

VALE DO UNA - PROJETO BACIA CRIATIVA DO UNA (BACU)

VALE DO UNA – O Vale do Una compreende municípios integrantes da Zona da Mata Sul de Pernambuco, hoje denominada de Microrregião da Mata Meridional Pernambucana, uma das cinco mesorregiões da Mata Pernambucana, e identificada pela composição dos municípios de Palmares, Escada e Sirinhaém. Fazem parte desse vale os municípios de Água Preta, Amaraji, Barreiros, Belém de Maria, Catende, Cortês, Escada, Gameleira, Jaqueira, Joaquim Nabuco, Maraial, Palmares, Primavera, Quipapá, Ribeirão, Rio Formoso, São Benedito do Sul, São José da Coroa Grande, Sirinhaém, Tamandaré e Xexéu, bem como os municípios da microrregião Vitória de Santo Antão, tais como Chã da Alegria, Chã Grande, Gloria do Goitá, Pombos e Vitoria de Santo Antão, além daqueles que se encontram inseridos na Bacia do Rio Una que banha 42 municípios, entre os quais encontram-se inseridos Agrestina, Altinho, Barra de Guabiraba, Bezerros, Bonito, Cachoeirinha, Caetés, Calçado, Camocim de São Félix, Canhotinho, Capoeiras, Caruaru, Cupira, Ibirajuba, Jucati, Jupi, Jurema, Lagedo, Lagoa dos Gatos, Panelas, Pesqueira, Sanharó, São Bento do Una, São Caetano, São Joaquim do Monte, Tacaimbó e Venturosa. Veja mais aqui.

O RIO UNA – O rio Una é um curso de água que possui sua nascente situada no município de Capoeiras, na região agreste de Pernambuco, cujo topônimo significa preto ou escuro. Possui 255 quilometros e cai no Atlântico, em um local denominado Várzea do Una, no município de São José da Coroa Grande. A sua bacia assemelha-se a um grande losango recortado no sentido oeste-leste, limitando-se ao norte com as bacias dos rios Ipojuca e Sirinhaém e o grupo de bacias de pequenos rios litorâneos, ao sul com a bacia do rio Mundaú, de Alagoas, e outras bacias, a leste com o Oceano Atlântico, bacia do rio Sirinhaém e a oeste com as bacias dos rios Ipojuca e Ipanema. São tributáios do Una os rios Pirangi, Camevou, Verde, Preto, Parnaso e o riacho dos Cachorros. Outros afluentes do Una são o riacho Quati, Riachão, Mentirosas e Sapo, e os rios Jacuipe, Caraçu e Preto.
  
VALE DO UNA
RIO UNA
I
V
AGRESTINA
I
ÁGUA PRETA
I
CAETÉS
I
CALÇADO
CANHOTINHO
I
CARUARU
CATENDE
I
CHÃ DA ALEGRIA
CHÃ GRANDE
GLORIA DO GOITÁ
PALMARES
I
POMBOS
VITÓRIA DE SANTO ANTÃO




quinta-feira, 30 de agosto de 2018

PALETRAS & OFICINAS

PALETRAS & OFICINAS – Palestras e oficinas realizadas por Luiz Alberto Machado.

LITERATURA: MODERNIDADE & PÓS-MODERNIDADE
I

A LITERATURA DE HERMILO BORBA FILHO
I

NEUROEDUCAÇÃO
I

EDUCAÇÃO, CIDADANIA & MEIO AMBIENTE: O DIREITO DE VIVER & DEIXAR VIVER
I
V

BRINCAR PARA APRENDER
I

FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS
(METODOLOGIA CIENTÍFICA)
I

OFICINA CORDEL
I

OUTROS EVENTOS
I
II

segunda-feira, 9 de julho de 2018

DOMINANDO A ACENTUAÇÃO GRÁFICA, POR ARANTES GOMES


DOMINANDO A ACENTUAÇÃO GRÁFICA, POR ARANTES GOMES - ESCOLA PÚBLICA ESTADUAL DR. PEDRO AFONSO DE MEDEIROS -DISCIPLINA - LÍNGUA PORTUGUESA - PALMARES-PE 2007 – Professor – Arantes Gomes – APRESENTAÇÃO: O Dominando a Acentuação Gráfica é uma atividade didático-pedagógica que tem como objetivo principal sistematizar o conhecimento das Regras de Acentuação Gráfica, no processo de ensino-aprendizagem, operacionalizando sua ordenação e emprego em leituras e produções de textos orais e escritos, de acordo com as competências cognitivas, guiadas pelas inteligências múltiplas de aprendizagem do esporte lúdico e competitivo. O projeto teve a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, na perspectiva de despertar o prazer pela leitura, formando produtores de textos competentes. São eles: Estudantes do Ensino fundamental (5ª A e B, 6ª A e 7ª A), Direção da Escola, Coordenador Pedagógico, Auxiliar da Biblioteca, Professores de outras disciplinas, Gestor da GRE - Mata Sul. Dividido em vários níveis, em função da Educação Básica, o Dominando a Acentuação Gráfica tem o seu conteúdo gramatical fundamentado em Bechara (2004). E está baseado nos pilares da educação. O jogo “Dominando” é uma associação do dominó tradicional com as Regras de Acentuação Gráfica. Com ele, pode-se jogar até 5 pessoas, cada uma com 8 peças. No curso da atividade, o estudante assume a igual função de um jogador, concentrando sua faculdade intelectual, primeiramente, na aprendizagem do componente gramatical, depois, nas inteligências múltiplas, que, segundo Gardner (1983), são as múltiplas janelas para a sala de aula e, finalmente, na aplicabilidade das regras do conteúdo com o brinquedo. Nesse contexto, o único vencedor é a aprendizagem. Promovida pela “inteligência geral”. Ao partir do complexo para o simples ou vice-versa, o estudante compõe de modo multidimensional a concepção global daquilo que aprendeu em leituras realizadas na sala de aula, nas diversas situações de uso cotidiano da língua, como tematiza o Pai da Complexidade, Edgar Morin (2005). Assim, o aprendiz está pronto para reconhecer cognitivamente as diferenças de tomadas de decisão e o efeito causado por ela, em situações diversas de aprendizagem. Pois, é também através do esporte lúdico e competitivo que as boas relações se concretizam de fato. JUSTIFICATIVA: O projeto foi realizado no segundo semestre de 2007, nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro, totalizando uma carga horária de 22h/a com 50 min. cada. Três séries participaram com suas respectivas turmas 5ª A e B, 6ª A e 7ª A do Ensino Fundamental, no turno da manhã, da Escola Estadual Dr. Pedro Afonso de Medeiros (EPAM), em Palmares, Mata Sul de Pernambuco. Para o professor de hoje, que trabalha na Educação Básica, ensinar regras de forma prazerosa, não é uma tarefa tão simples, principalmente quando se refere ao ensino de Língua Materna. Além disso, as metodologias tradicionais pouco facilitam a interação entre os envolvidos no processo de aquisição da aprendizagem em ambiente escolar. Quando elaborei o projeto, pensei apenas em fazer uso do lúdico para tornar minhas aulas mais atrativas. De uma coisa eu tinha certeza: a atividade seria motivadora e divertida. Motivadora, para chamar a atenção dos estudantes, que ficariam na classe, independentemente de tudo; e divertida, para despertar neles à vontade em aprender brincando. Motivadora e Divertida, pois eles sentiriam prazer em assistir às aulas e consequentemente aprenderiam o conteúdo prazerosamente. A parte da gramática que escolhi, então, foi a Fonética. Dessa maneira eles poderiam melhorar na leitura e consequentemente nas produções de textos orais e escritos. Enfatizei a Tonicidade das Palavras nas Regras de Acentuação Gráfica, pois a maioria dos estudantes, quando termina o Ensino Médio, desconhece a operacionalidade da acentuação gráfica em textos, bem como as normas ortográficas vigentes. Essas foram as principais premissas que me levaram a elaborar o projeto “Dominando a Acentuação Gráfica” cujo nome “Dominando” foi construído a partir do Processo de Formação de Palavras por Derivação Sufixal. É composto por duas fases distintas: Qualitativa e Quantitativa. Apresentadas ludicamente aos estudantes. Está fundamentado nos Quatro Pilares da Educação e baseado nas idéias de vários pesquisadores contemporâneos em educação. OBJETIVO GERAL: Sistematizar o conhecimento das Regras de Acentuação Gráfica em leituras de diversos tipos de textos, operacionalizando sua ordenação e emprego em produções de textos orais e escritos de acordo com as competências cognitivas de aprendizagem, guiadas pelas Inteligências Múltiplas no processo de ensino-aprendizagem. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Os quatro pilares da educação -Ser, Conhecer, Conviver e Fazer- serviram de base para dar sustentação aos objetivos formulados no projeto. Assim, o conteúdo apresentado - As Regras de Acentuação Gráfica - foi sistematizado, progressivamente, de forma lúdica aos educandos, com os seguintes direcionamentos: Utilizar o brinquedo educativo “Dominando” como recurso pedagógico no processo de ensino-aprendizagem, estimulando, prazerosamente, a leitura e a escrita de textos; Compreender a idéia global do texto; Articular idéias para contar e recontar histórias; Utilizar a variedade padrão da língua em determinada situação; Conhecer as Nomenclaturas da Tonicidade das Palavras; Familiarizar-se com as Regras de Acentuação Gráfica; Diferenciar a posição da sílaba tônica nas palavras; Respeitar Regras e Normas de convivência sociais; Justificar o emprego da Acentuação Gráfica em certas palavras de acordo com as Normas da Ortografia Oficial. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Esta atividade é uma inovação. Elaborada na disciplina de Língua Portuguesa foi aplicada nas 5ª A/B, 6ª A e 7ª A séries do turno da manhã na Escola Pública Estadual Dr. Pedro Afonso de Medeiros, em Palmares-PE, em 2007, nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro, totalizando uma carga horária de 22/ha com 50 min. cada. Tendo em vista a grande dificuldade apresentada pelos estudantes com relação à Tonicidade das Palavras, em especial as Regras de Acentuação Gráfica, observamos a necessidade de uma prática Didático-Pedagógica inovadora que atendesse o conteúdo apresentado como também despertasse a idéia de que é possível aprender regras de forma prazerosa. Nesse contexto nasceu o Dominando a Acentuação Gráfica cujo nome “Dominando” foi construído a partir do Processo de Formação de Palavras por Derivação Sufixal. Composta por duas fases distintas: Qualitativa e Quantitativa, apresentada ludicamente aos estudantes. Está fundamentada nos Quatro Pilares da Educação (citado pelos PCNs) e baseada nas idéias de vários pesquisadores contemporâneos em educação. Dentre eles destacamos: Bechara, para o complemento gramátical; Gardner em as inteligências múltiplas; a contextualização do conteúdo em Morin; os processos de memorização de Piaget; a convivência em grupo social fundamentada em Vygostsky; a aplicabilidade interacional da Língua em Bakthin e a Coerência textual em Koch. Tudo isso relacionado intrinsecamente em nossa idéia de que todos os textos são, a princípio, coerentes. De modo que o único vencedor é a aprendizagem. Com efeito, o Dominando a Acentuação Gráfica é o ponto de intersecção entre o conteúdo gramatical e o estudante. Conduz, prazerosamente, o primeiro ao segundo. Composição do Jogo: Total de Peças: 40 Peças com Palavras: 20 Peças sem Palavras: 20 Quantidade máxima de Jogadores: 05 Quantidade de peças por jogador: 08 Divisão das Peças As peças são divididas em 04 grupos: 1. O primeiro grupo é formado por 05 peças com palavras Monossílabas Tônicas (M) acentuadas terminadas em a(s), e(s), o(s) e 05 peças sem palavras com a seguinte composição: Em uma das extremidades da peça tem uma numeração que vai de 01 a 04, na outra o símbolo ao qual o grupo pertence; 2 O segundo grupo é formado por 05 peças com palavras Oxítonas (O) terminadas em a(s), e(s), o(s), em, ens e 05 peças sem palavras com a seguinte composição: Em uma das extremidades da peça tem uma numeração que vai de 01 a 04, na outra o símbolo ao qual o grupo pertence; 3.O terceiro grupo é formado por 05 peças com palavras Paroxítonas (P) terminadas em r, l, n, x, i(s), um(uns), ão(s), ã(s), os e os ditongos e 05 peças sem palavras com a seguinte composição: Em uma das extremidades da peça tem uma numeração que vai de 01 a 04, na outra o símbolo ao qual o grupo pertence; 4. O terceiro grupo é formado por 05 peças com palavras Proparoxítonas (Pp) e 05 peças sem palavras com a seguinte composição: Em uma das extremidades da peça tem uma numeração que vai de 01 a 04, na outra o símbolo ao qual o grupo pertence. Obs: Em todos os grupos, a última peça é o curinga do grupo. Regras do Jogo - Do Início da Partida: A partida começa com o jogador que tiver palavra. Depois será observada a ordem alfabética de cada uma delas. Quem tiver a palavra que obedeça a ordem alfabética (A, B, C, D ... Z.), iniciará a partida; Após isso os outros jogadores seguirão aos comandos que virão em cada palavra colocada no tablado. O curinga pode ser colocado em qualquer um dos lados das peças durante a partida. Do Final da Partida: Vence o jogo que conseguir colocar primeiro todas as peças durante a partida. Quando nenhum jogador tiver a peça exata para continuar jogando, diz-se: “o jogo fechou”. Daí, quem tiver a menor quantidade de palavras vence a partida. Caso o empate permaneça, os participantes observarão a ordem alfabética das palavras para sair o vencedor. Mas, se os jogadores não tiverem palavras, será o vencedor quem pronunciar, em voz alta, uma palavra indicada pelo símbolo que está numa das extremidades da peça. Caso o empate ainda continue, os participantes observarão a ordem alfabética das palavras pronunciadas para finalmente sair o vencedor da partida. Obs: Quando algum dos jogadores, durante a partida, não tiver a peça exata para jogar naquele momento, diz: “atonei” e quem vencer a partida diz: “dominei”. METODOLOGIA: Esta pesquisa avaliou a aprendizagem dos estudantes das séries 5ª A, B; 6ª A e 7ª A do Ensino Fundamental do turno da manhã na Escola Dr. Pedro Afonso de Medeiros em Palmares – PE no segundo semestre de 2007, nos meses de setembro a dezembro, que tiveram como subsídio o instrumento pedagógico Dominando a Acentuação Gráfica. O quantitativo de estudantes por sala de aula é de aproximadamente 45, na faixa etária entre 11 a 17 anos. Esses alunos são da Zona Rural e municípios circunvizinhos da cidade dos Palmares. De 165 estudantes matriculados nas quatro turmas, 38 faltaram o dia do exercício final. Dos 127 que fizeram, mais da metade (67) entenderam o conteúdo, tirando uma nota igual ou superior a 5. Desses, 73%, que corresponde a 49 estudantes, estavam fora da faixa etária para a série que cursavam. E as melhores notas alcançadas -7 para 5ª “A” e “B” e 8 para 6ª “A” e 7ª  “A” ,70% - foram conquistadas por aqueles residentes em área rural. Por outro lado, ao fazer o cruzamento de dados por série, percebemos que a 5ª “A” teve os índices mais baixos na prova, no entanto, foram as idéias mais importantes durante a execução/concretização do projeto. AVALIAÇÃO: As atividades de leituras e escrita de textos, bem como a aplicabilidade com o jogo “Dominando” aconteceram não somente na sala de aula, mas também em ambiente escolar com diferentes estratégias de estímulos à leitura e à produção de textos dos mais variados gêneros textuais. Assim o contato efetivo do estudante com práticas de leituras e produções de textos orais e escritos esteve sempre presente durante o projeto. Ele é dividido em duas fases com características distintas: qualitativa e quantitativa. Na primeira, o aprendiz age cognitivamente durante cada partida, articulando saberes para “dominar” as jogadas. Essa é a fase de observação. É nela que se desenvolvem aguçadamente no aprendiz, as três habilidades: Lógico-matemática, Lingüística e Espacial. Dia-a-dia o conteúdo ficava mais presente no cotidiano dos estudantes, que não paravam de aprender, contrariando a idéia de que estudar regras é coisa chata e a sala de aula um local onde não se usava somente o quadro-negro e o giz. Para a outra fase, elaborei um exercício avaliativo final com dez questões, contemplando a competência lingüística, citada pelos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), de duas maneiras. Em uma, o estudante fazia inferências no texto a partir da leitura para calcular a idéia global, na outra, descontextualizava palavras para identificar a sílaba tônica até chegar às Regras de Acentuação Gráfica. É a fase contextualização. Com esses dados em mãos, constatamos que o Dominando a Acentuação Gráfica é a intersecção entre o conteúdo gramatical - Regras de Acentuação Gráfica - e o estudante. Conduz, prazerosamente, o primeiro ao segundo. Com o projeto, abrimos mais uma lacuna de reflexões sobre o processo de ensino-aprendizagem. Não existem apenas jogos de caráter cientificista em matemática e é possível aprender regras em Língua Materna – Regras de Acentuação Gráfica – de forma prazerosa. Basta ao professor usar de uma fundamentação teórica adequada ao contexto educacional atual para não cair mais no “erro” e na “ilusão” do passado, aplicando uma metodologia inovadora, guiada pelas múltiplas inteligências, cujo principal objetivo seja a aprendizagem. De modo que o conhecimento seja pertinente às necessidades de uma sociedade plural. Escola Estadual Dr. Pedro Afonso de Medeiros: XIV CIÊNCIA JOVEM - DOMINANDO A ACENTUAÇÃO GRÁFICA – APRESENTAÇÃO: O projeto tem o jogo pedagógico como elemento catalisador entre o conteúdo – As Regras de Acentuação Gráfica – e o educando, no processo de ensino-aprendizagem. É composto por duas fases distintas. Está fundamentado nos Quatro Pilares da Educação e baseado nas idéias de vários pesquisadores contemporâneos em educação. JUSTIFICATIVA: Para o professor que trabalha na Educação Básica, ensinar regras de forma prazerosa não é uma tarefa tão simples. Além disso, as metodologias tradicionais pouco facilitam a interação entre os envolvidos no processo de aquisição da aprendizagem em ambiente escolar. OBJETIVO: GERAL Sistematizar o conhecimento das Regras de Acentuação Gráfica, tendo o brinquedo educativo como instrumento coesivo, em leituras de diversos tipos de textos, operacionalizando sua ordenação e emprego em produções de textos orais e escritos no processo de ensino-aprendizagem. ESPECÍFICO Utilizar o brinquedo educativo “Dominando” como recurso pedagógico no processo de ensino-aprendizagem, estimulando, prazerosamente, a leitura e a escrita de textos. METODOLOGIA Esta pesquisa avaliou o rendimento da aprendizagem dos estudantes das séries 5ª A, B; 6ª A e 7ª A do Ensino Fundamental do turno da manhã na Escola Dr. Pedro Afonso de Medeiros em Palmares – PE, Mata Sul de Pernambuco, no segundo semestre de 2007, nos meses de setembro a dezembro, que tiveram como subsídio no processo de ensino-aprendizagem o instrumento pedagógico: Dominando a Acentuação Gráfica. POPULAÇÃO ATIVA Estudantes do Ensino fundamental (5ª A e B, 6ª A e 7ª A), Direção da Escola, Coordenador Pedagógico, Auxiliar da Biblioteca, Professores de outras disciplinas, Gestor da GRE - Mata Sul. CRONOGRAMA As atividades desenvolvidas durante o projeto aconteceram em várias etapas, distribuídas nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2007, totalizando uma carga horária de 22 horas, em dez dias de efetivo trabalho escolar. ANÁLISE DOS RESULTADOS O quantitativo de estudantes por sala de aula é de aproximadamente 45, na faixa etária entre 11 a 17 anos. De 165 estudantes matriculados nas quatro turmas, 38 faltaram o dia do exercício final. Dos 127 que fizeram, mais da metade (67) entenderam o conteúdo, tirando uma nota igual ou superior a 5. Desses, 73%, que corresponde a 49 estudantes, estavam fora da faixa etária para a série que cursavam. E as melhores notas alcançadas -7 para 5ª “A” e “B” e 8 para 6ª “A” e 7ª  “A” ,70% - foram conquistadas por aqueles residentes em área rural. Por outro lado, ao fazer o cruzamento de dados por série, percebemos que a 5ª “A” teve os índices mais baixos na prova. Esse exercício teve 10 questões de múltiplas escolhas, com apenas uma resposta certa. AVALIAÇÃO Na primeira fase do projeto o aprendiz age cognitivamente durante cada partida, articulando saberes para “dominar” as  jogadas. Essa é a fase de observação. É nela que se desenvolvem aguçadamente no aprendiz as três habilidades. Na outra, ele responde a um exercício avaliativo final contendo dez questões, contemplando a competência lingüística, citada pelos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), de duas maneiras. É a fase de contextualização. Com o projeto, abrimos mais uma lacuna de reflexões sobre o processo de ensino-aprendizagem. Não existem jogos de caráter cientificista apenas em matemática e é possível aprender regras em Língua Materna – Regras de Acentuação Gráfica – de forma prazerosa. Palmares-PE 2008.
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TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e Interação: Uma Proposta para o ensino de pragmática no 1º e 2º graus. 6ª ed. São Paulo: Cortez, 1996.

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