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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

PSICOLOGIA SOCIAL


PSICOLOGIA SOCIAL DOS VALORES HUMANOS – O livro Psicologia social dos valores humanos: desenvolvimentos teóricos, metodológicos e aplicados (Senac, 2006), organizado por María Ros e Valdiney V. Gouveia, trata de temas como a psicologia social dos valores sob uma perspectiva histórica, aspectos universais na estrutura e no conteúdo dos valores humanos, atitudes e comportamento e uma nova visita a um tema clássico, o individualismo e o coletivismo normativo, procedimentos de escala para a medição de valores, consenso, estabilidade e signficiado nos valores sociais abstratos, validade dos modelos transculturais sobre os valores, internalização de valores sociais e estratégias educativas parentais, valores e redução do preconceito, os significados da saúde e a saúde como um valor, os significados da identidade nacional como valor pessoal, descrições das culturas, indicadores psicológicos e macrossociais, valores do trabalho e das organizações, valores culturais e decisões de comportamento nas organizações de trabalho, entre outros assuntos.

GÊNERO E PESQUISA EM PSICOLOGIA SOCIAL – O livro Gênero e pesquisa em psicologia social (Casa do Psicólogo, 2008), organizado por Mara Coelho de Douza Lago, Maria Juraci Filgueiras Toneli, Adriano Beiras, Mariana Barreto Vavassori e Rita de Cassia Flores Müller, trata de temas como psicologia e estudos de gêneros, reflexos sobre gêneros e psicologia no Brasil, o gênero de gente que não quer mais viver, a psicalise e reflexões sobre a diferenciação sexual, os sentidos do homoerotismo feminino sob a ótica do território, modos de vida de mulheres lésbicas, movimentações politicas e discursivas em torno da sugmentação do mercado de consumo GLS, trajetórias homossexuais, temporalidades e espaços, analise dos discurso sobre corpo e gênero contidos nas enciclopédias sexuais publicadas no Brasil nas décadas de 1980 a 1990, adolescência e sexualidade nas páginas das revistas, sexualidade como tema transcersal nas escolas, da teoria à prática, jovens estudantes falam de adolescência, gênero e aids, adolescentes pais e seus pais, o velho atualizado e o novo reinventado, masculinidade tradicional hegemônica e relações amorosas, o caminho da judicialização e a produção de subjetividade da criança vitima de incesto, considerações sobre falas e trajetóricas de adolescentes em situação de exploração sexual, a relação entre pesquisadores, sujeitos e comunidades: encontros ao som de antrhropological blues, gênero e trabalho, considerações sobre a organização/divisão sexual do trabalho em um assentamento coletivo do MST, agricultores e agricultoras familiares vivenciando mudanças e permanências na conversão para agricultura orgânica, mulheres em ocupações tradicionalmente masculinas e sentidos do trabalho, entre outros assuntos.

DIALOGICIDADE E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS – O livro Dialogicidade e representações sosiciais: as dinâmicas da mete (Vozes, 2006), da professora tcheca Ivana Markova, trata sobre as mudanças do problema epistemologia para a psicologia social, pensamento e antonomias, linguística e antinomias dialógicas, pensando pela boca, representações sociais, tríade dialógica e processos de três componentes, entendendo themata e gerando representações sociais, entre outros assuntos.

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sábado, 20 de junho de 2015

PSICOLOGIA, JORNALISMO & PUBLICIDADE


PSICOLOGIA & JORNALISMO – Nesta sexta-feira, dia 19, aconteceu mais uma visita dos estudantes de Jornalismo, Publicidade e Psicologia do Cesmac, comandados pelo Professor Ms Cláudio Jorge Morais Gomes, à comunidade Recanto da Ilha – Jacaré -, na cidade de Marechal Deodoro, Alagoas.

PROJETO DE EXTENSÃO – As atividades desenvolvidas pelos estudantes fazem parte do Projeto de Extensão Infância, Imagem e Literatura: uma experiência psicossocial na comunidade do Jacaré – AL, realizado pelos graduandos dos cursos de Psicologia, Jornalismo e Publicidade do Centro Universitário Cesmac.

ATIVIDADES DO DIA – Entre as atividades do dia efetuou-se contato com a comunidade no sentido de previsão de data para realização de evento voltado para as crianças da comunidade. Esse acontecimento envolve a apresentação da peça infantil O jacaré & a princesa, doação de livros, contações de histórias, brincadeiras, recreações pedagógicas, entre outras atividades. Foram contatados diversos moradores que manifestaram satisfação em recepcionar as atividades que foram assinaladas para realização no segundo semestre, em data ainda a ser discutida numa outra oportunidade com a mesma. Na ocasião, a comunidade aproveitou para expressar alguns problemas detectados na localidade, os quais foram recebidos e levados para discussão do grupo, na busca por providências. Como resultado, ficou definido reunião do grupo para a próxima quinta-feira, dia 25 de junho, na qual serão levantados os materiais colhidos na visita e o debate acerca do andamento das atividades do cronograma do respectivo projeto.

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sábado, 6 de junho de 2015

A TEORIA DA ESTRUTURAÇÃO DE ANTHONY GIDDENS


[...] O conceito de estrutura inclui o da dualidade da estruturam, que se relaciona com o caráter recorrente da vida social e expressa a mútua dependência da estrutura e da ação. Por dualidade da estrutura quero dizer que as propriedades estruturais dos sistemas sociais são tanto o meio como o resultado das praticas que constituem tais sistemas. A teoria da estrutura assim formulada rejeita qualquer diferenciação entre o sincrônico e o diacrônico. A identificação da estrutura com aquilo que restringe também é rejeitada: a estrutura possibilita ao mesmo tempo que restringe [...] De acordo com esta concepção, as mesmas características estruturais participam no individuo (ator) e no objeto (sociedade). A estrutura forma a pessoa e a sociedade de maneira simultânea. [...]

ANTHONY GIDDENS - O sociólogo britânico Anthony Giddens é considerado um dos teóricos mais importantes e influentes da atualidade por conseguir consolidar uma visão da sociologia que explica o comportamento das pessoas e o desenvolvimento das sociedades a partir da relação entre as macroestruturas e as interações que acontecem nos microssistemas, bem como de que as forças sociais determinam a vida individual, resgata o papel dos atores na consolidação e mudança dessas macroescrutura. Tornou-se importante filosofo social por ter sido pioneiro da Terceira Via e um dos primeiros a tratar acerca da Globalização, centrando-se na reformulação da teoria social e reexame da compreensão do desenvolvimento e da modernidade, envolvendo temáticas diversas como a história do pensamento social, a estrutura de classes, elites e poder, nações e nacionalismos, identidade pessoal e social, a família, relações e sexualidade.

TEORIA DA ESTRUTURAÇÃO – Por essa teoria, em ciências sociais são possíveis dois tipos de generalizações. As primeiras se referem à previsibilidade da ação social pelo conhecimento que os atores sociais têm das convenções sociais que regulam suas atividades. A noção de ator é importante esquema e leva a uma diferença-chave na teoria entre consciência prática e consciência teórica. Como atores sociais, conhece-se o sentido das ações (consciência prática), embora não seja capaz de expor verbalmente as razões (consciência teórica). Essa teoria social inclui a noção de condições inadvertidas da ação, confeito que se refere aos fatores inconscientes com influencia na ação, que operam à margem da compreensão que os atores sociais têm dos motivos que guiam seus atos. O segundo tipo de generalizações faz referencia às consequências não-intencionais da ação no sentido de reprodução social, ou seja, à continuidade das instituições sociais, distanciando-se dos cientistas naturais que explicam a ordem social como alheio às ações dos indivíduos. O autor analisa as condições de reprodução do sistema social, considerando que os agentes sociais, no curso de suas interações, também podem mudar as práticas sociais anteriores, desenvolvendo pautas de comportamento diferentes das manifestadas no passado. Por isso, a noção de reprodução social tem um sentido contingente e histórico e, portanto, sujeito às ações dos atores sociais. As condições inadvertidas da ação e as consequências não-intencionais estão envolvidas na reprodução das instituições sociais. Os atores sociais extraem de suas atividades e das dos outros um conhecimento que lhes serve para orientar em suas ações (registro reflexivo); do mesmo modo, são capazes de compreender seu sentido (intenções, razões), embora nem sempre saibam expressá-lo verbalmente (racionalização da ação) e, finalmente, existem desejos que guiam suas ações e dos quais não necessariamente são conscientes (motivação para ação). Os outros dois aspectos-chaves da teoria são os espaço e tempo. A vida social acontece em um lugar e em um espaço temporal, referindo-se à contextualização da vida social para indicar o caráter situacional da interação. A escola, como organização social, é um lugar onde os encontros se realizam em uma estrutura física (dividida em regiões como são as salas de aula ou as salas de pessoal) e temporal (começo e final das aulas).

REFERÊNCIAS
GIDDENS, Anthony. Em defesa da sociologia. São Paulo: UNESP, 2001.
ÁLVARO, José Luis; GARRIDO, Alicia. Psicologia social: perspectivas psicológicas e sociológicas. São Paulo: McGraw-Hill, 2006.


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A TEIA DA INTERDEPENDÊNCIA E A SOCIOLOGIA FIGURATIVA DE NORBERT ELIAS


NORBERT ELIAS – As ideias do sociólogo alemão Norbert Elias (1897-1990), foram responsáveis pelo desenvolvimento de uma teoria social inovadora que alargou o campo dos estudos sociológicos e estão voltadas à elucidação de processos sociais, da interação humana no âmbito da sociedade, para a relação entre poder, comportamento, emoção e conhecimento na História. A sua concepção de grandes redes sociais tem tido aplicação nas sociedades ocidentais pós-modernas, por enfatizar a presença da ação individual e a estrutura em vigor sobre o individuo.

SOCIOLOGIA FIGURATIVA – É teoria sociológica que adota uma abordagem de caráter crítico, cujos conceitos fundamentais foram construídos a partir da identificação das deficiências e limitações de perspectivas teóricas consideradas clássicas pelas ciências sociais, associadas, sobretudo, ao funcionalismo parsoniano e a certas versões do estruturalismo. Preocupa-se com a relação entre o indivíduo e a sociedade, analisando os processos sociais baseados nas necessidades do indivíduos na construção de teias de interdependência que, por sua vez, originam configurações como aldeia, família, cidade, estado, nações: "[...] a complexidade de se investigar algumas configurações decorre do fato de que as cadeias de interdependência são maiores e mais diferenciadas". Essas configurações são denominadas de estruturas. A teoria da figuração articula o social e o individual, as estruturas sociais e a subjetividade, o eu e o nós, a identidade individual e a identidade coletiva. Parte do princípio de que a realidade social não se contrapõe aos indivíduos, mas surge da interdependência de suas ações. O autor concebe as ações individuais ou interpessoais no marco das estruturas sociais que as possibilitam e ao mesmo tempo que limitam os cursos de ações e interação possíveis. Assim, a ideia de figuração é semelhante à ideia de totalidade dos psicólogos gestaltistas. A explicação do comportamento só pode ser efetuada em relação às figurações que eles formam entre si e às interdependências que os vinculam. Com isso, ele substitui o conceito de sistema da teoria parsoniana pelo conceito dinâmico de figuração, em uma teoria social da ação entendida como interdependência, semelhante ao conceito de ação recíproca de George Simmel. Os problemas histórico-sociais, para Elias, não podem ser explicados a partir das ações individuais nem das interações entre um ego e um alter, entre um eu e um outro, mas como parte da complexa trama de interdependências em que se desenvolvem as ações das pessoas. Por consequência, o autor torna inteligível a ordem social que se vai constituindo em um período histórico como produto das interações, vinculando as transformações sociais às mudanças na estrutura da personalidade. Sua preocupação está voltada para o comportamento entendido em relação a cada configuração de pessoas e em cada momento histórico. Assim, as figurações são sempre formas de relação historicamente construídas.

REFERÊNCIAS
ÁLVARO, José Luis; GARRIDO, Alicia. Psicologia social: perspectivas psicológicas e sociológicas. São Paulo: McGraw-Hill, 2006.
BRANDÃO, Carlos da Fonseca. Norbert Elias: formação, educação e emoções no processo de civilização. Petrópolis: Vozes, 2003.
LEÃO, Andréa Borges. Norbert Elias & e a educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.


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sexta-feira, 5 de junho de 2015

A TELEVISÃO E O CONSTRUTIVISMO ESTRUTURALISTA DE PIERRE BOURDIEU


[…] A análise critica do papel da televisão é um elemento capital da luta contra a imposição da visão dominante do mundo social e do seu devir. O mais importante consiste na influência que a televisão exerce sobre a totalidade do jornalismo e através dele, sobre o conjunto da produção cultural. A lógica do comércio, simbolizada pelos índices de audiência, do sucesso comercial, da venda e do marketing, como meio específico para atingir esses fins puramente temporais, impôs-se em primeiro lugar ao campo filosófico, com os “novos filósofos”, e ao campo literário com os grandes best sellers internacionais e o que Pascale Casanova chamou de world fiction, ou seja, em especial os romances acadêmicos à David Lodge ou Umberto Eco; mas ela atingiu também o campo jurídico; com os processos sensacionalistas arbitrados pela mídia, e no próprio campo científico, com a intrusão da notoriedade jornalística na avaliação dos cientistas e das suas obras. […]

O CONSTRUTIVISMO ESTRUTURALISTA DE PIERRE BOURDIEU – O construtivismo estruturalista do sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930-2002), está assentado sobre dois conceitos: habitus e campo. O habitus pode ser considerado um conjunto de disposições permanentes, resultado da internalização da estrutura social. O habitus significa um processo de adaptação das percepções, pensamentos e ações às situações objetivas nas quais acontecem. Ele estrutura as práticas e representações. É o que leva a pensar, sentir e atuar de acordo com as condições sociais em que se vive. Estas disposições tendem a durar e afetam os diferentes campos de atividade. Os atores não são atores cujas práticas sejam livremente motivadas. O habutus é constituído por umn conjunto de disposições que refletem o meio social no qual se é educado e que fazem ter determinada maneira de perceber o mundo e certas atitudes comuns. Em suas obras o autor discute temas como educação, cultura, literatura, arte, mídia, linguística e política, posicionando-se contra o liberalismo e a globalização. Inclusive, efetuou uma análise acerca dos meios de comunicação, notadamente sobre a televisão, tratando a respeito da mercantilização generalizada da cultura e demonstrando sua responsabilidade na perpetuação da ordem simbólica, comprovando que aqueles que dela participam são tão manipulados quanto manipuladores. Além disso, traz a demonstração de que a televisão exerce uma das formas mais nocivas de violência simbólica, pois, conta com a cumplicidade silenciosa dos que a recebem e dos que a praticam.

REFERÊNCIA
ÁLVARO, José Luis; GARRIDO, Alicia. Psicologia social: perspectivas psicológicas e sociológicas. São Paulo: McGraw Hill, 2006.
BOURDIEU, Pierre. Sobre a televisão. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.

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sexta-feira, 1 de maio de 2015

INFÂNCIA, IMAGEM & LITERATURA


INFÂNCIA, IMAGEM & LITERATURA – Realizou-se nesta quinta, 30 de abril, mais uma reunião ordinária do Projeto de Extensão Infância, Imagem e Literatura: uma experiência psicossocial na comunidade do Jacaré – AL, realizado pelos graduandos dos cursos de Psicologia, Jornalismo e Publicidade do Centro Universitário Cesmac, sob a coordenação do Professor Ms Cláudio Jorge Gomes de Morais.

Na ocasião foram debatidas pautas de trabalho que se concentrou na confecção de um questionário para aplicação entre os moradores da comunidade estudada, discutindo-se os pontos importantes e tópicos a serem abordados no instrumento de pesquisa, no sentido de colher dados para análise da realidade vivenciada pelos respondentes. Procurar-se-á com a aplicação do instrumento escolhido, buscar a feitura de um perfil social dos respondentes, sua satisfação, necessidades e anseios, bem com as relações interpessoais e sociais notadamente com relação às mudanças de denominação procedidas de Comunidade do Jacaré para Condomínio Residencial Recanto da Ilha.

Estiveram presentes na reunião, o professor Cláudio Jorge Morais, Luiz Alberto Machado, Luiz Gustavo, Fernanda Angélica, Williane Sotero e Gustavo Santos, contando com a participação do Presidente do Conselho Regional de Psicologia, Félix Vilanova, e da graduanda Taiana Kislanov.

Definiu-se, por fim, que a próxima reunião será realizada na próxima quinta-feira, dia 07 de maio, na sala de TI1, do campus II do Cesmac.

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quinta-feira, 23 de abril de 2015

PROJETO DE EXTENSÃO PSICOLOGIA, JORNALISMO & PUBLICIDADE


PROJETO DE EXTENSÃO – Em continuidade às atividades do Projeto de Extensão Infância, Imagem e Literatura: uma experiência psicossocial na comunidade do Jacaré – AL, realizado pelos graduandos dos cursos de Psicologia, Jornalismo e Publicidade do Centro Universitário Cesmac, sob a coordenação do Professor Ms Cláudio Jorge Gomes de Morais, realizou-se na última quinta-feira, dia 23 de abril, mais uma reunião regular para andamento das atividades.

Na ocasião foram debatidas pautas de posicionamento e fundamentação teórica das práticas a serem desenvolvidas pelos membros, procurando definir as ações a serem realizadas na comunidade. Como primeira ação, foi sugerida a confecção de um questionário para aplicação entre os moradores da comunidade, com o objetivo de levantar as principais demandas daquela população. Definiu-se, portanto, a feitura de um esboço do questionário para debate na próxima reunião.


Em seguida foi feita a exposição da história infantil O jacaré e a Princesa, criada a partir da última visita realizada à comunidade do Jacaré, hoje denominada de Condomínio Residencial Recanto da Ilha, explicitando-se as bases de transformação da narrativa em texto teatral infantil. Após a exposição, definiu-se a realização de um debate a ser encetado na próxima reunião, com vistas ao recolhimento de ideias e formatação do texto teatral.

Definiu-se, por fim, que a próxima reunião será realizada na próxima quinta-feira, dia 30 de abril, na sala de TI1, do campus II do Cesmac.

Estiveram presentes na reunião, o professor Cláudio Jorge Morais, Luiz Alberto Machado, Alessandra Matos, Fran Miranda, Luiz Gustavo, Fernanda Angélica, Williane Sotero e Gustavo Santos.


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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

PSICOLOGIA SOCIAL E EDUCAÇÃO


 
Todo artista tem de ir aonde o povo está
(Milton Nascimento – Fernando Brant)

PSICOLOGIA SOCIAL E EDUCAÇÃO – Tendo por atividade da disciplina Psicologia Social, ministrada pelo professor Ms Claudio Jorge Morais Gomes, em sala de aula com a exigência de uma experiência para exposição do texto “As causas do atraso na política educacional brasileira”, do diretor do Instituto Paulo Freire, Moacir Gadotti, o grupo formado por Taiana Kislanov, Edjane Galvão, Cheila Clemente, Fernanda Angélica Barreto, Lucineide Rocha e eu, debatemos a respeito e, durante as discussões, surgiu a proposta para que eu apresentasse uma experiência que tive numa escola da rede pública estadual de Maceió, em agosto do ano de 2008. Instamos do professor essa possibilidade e, após um breve relato da experiência vivenciada, recebemos a anuência para apresentação.
Tal atividade teve por objetivo geral analisar as causas do atraso na política educacional brasileira e, por objetivos específicos, apresentar relato de experiência em uma escola alagoana e identificar a realidade do problema educacional brasileiro.
A metodologia aplicada na atividade envolveu uma análise da experiência vivenciada, pesquisa bibliográfica e estudo de caso envolvendo uma escola pública de Maceió.


A EXPERIÊNCIA NA ESCOLA – No primeiro dia do mês de agosto de 2008, fui convidado por uma professora da Escola Estadual Josefa Conceição da Costa, para realizar uma recreação infantil denominada “Nitolino & a Turma do Brincarte”, para os estudantes da Educação Infantil e primeiro ciclo do Ensino Fundamental.
Tudo acertado e no dia seguinte, estávamos lá eu, três professoras, a coordenadora e os alunos, realizando a dita apresentação.
Após as apresentações ocorridas pela manhã, a professora me levou pra almoçar, perguntando-me se eu podia realizar essa atividade no turno da tarde, com a qual concordamos em reapresentar para as turmas do vespertino.
No final do dia com as atividades concluídas, a coordenadora procurou-me para saber se eu teria uma atividade semelhante para as outras turmas, ou seja, pro segundo ciclo do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), mantidas pelo educandário, ocasião que explanei acerca de uma palestra que eu realizava sobre A Educação, o Meio Ambiente e a Arte: Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá, palestra essa em que trata acerca do papel da educação na contemporaneidade, sua previsão constitucional e regulamentação com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9394/96) pela instituição de uma educação cidadã e inclusiva, articulada com os temas transversais ética, cidadania, multiculturalidade e meio ambiente, por meio da Literatura de Cordel. Ela adorou a ideia e pediu-me para voltar no dia seguinte, acertando, portanto, que as atividades tanto para a comunidade infantil, adolescente e adulta da instituição seriam desenvolvidas durante todo mês de agosto. 

NITOLINO & A TURMA DO BRINCARTE – A atividade recreativa realizada na escola envolvia contação de história e brincadeiras pedagógicas por meio da apresentação de técnicas teatrais, músicas infantis e literatura de cordel, culminando, no final das atividades, com o lançamento dos livros “Turma do Brincarte” e “Frevo Brincarte”, ambos concebidos durante a realização das atividades. O lançamento ocorreu no final do mês de agosto de 2008, reunindo direção, professores, alunos, comunidade e imprensa local.

PALESTRA: VAMOS APRUMAR A CONVERSA & TATARITARITATÁ – A palestra realizada consistia na apresentação de temas acerca do papel da educação na contemporaneidade, sob a ótica da educação cidadã e inclusiva, embasada nos temas transversais e utilizando-se de técnicas teatrais e recursos musicais e literários com base na Literatura de Cordel, para identificar o papel da arte na promoção da ação educativa cidadã e inclusiva. No decorrer das palestras para as turmas do segundo ciclo do Ensino Fundamental, Ensino Médio e EJA, foi realizada uma oficina de Literatura de Cordel, culminando com o lançamento do cordel “Tataritaritatá”, produzido exclusivamente para o evento, juntamente com os livros infantis.

METODOLOGIA/REFERENCIAL TEÓRICO DAS APRESENTAÇÕES – Para os alunos da Educação Infantil e primeiro ciclo do Ensino Fundamental, foi realizada recreação educativa embasada em contações de história, música e teatro infantil e nas técnicas de Vygotsky, Paulo Freire, Augusto Boal, Jacob Levy Moreno, Renata Pallottini, Luís da Câmara Cascudo, entre outros, articulando as previsões constitucionais e sua regulamentação na LDB 9394/96, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) com os temas transversais Cidadania, Ética, Multiculturalidade e Meio Ambiente, culminando com o lançamento dos livros infantis Turma do Brincarte e Frevo Brincarte.
Para as turmas do segundo ciclo do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), foi proferida a palestra A Educação, o Meio Ambiente e a Arte: Vamos aprumar a conversa & tataritaritatá, com utilização de música, teatro e literatura de cordel, resultando numa oficina que culminou com o lançamento do cordel Tataritaritará.
Todo trabalho teve por base a Ópera Bufa de Vladimir Maiakovsky, o Teatro Gitano de Federico Garcia Lorca, o Teatro Dialético de Bertolt Brecht, a Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire e o Teatro do Oprimido de Augusto Boal, bem como dos estudos nas obras A função social do artista, de T. S. Eliot, as ideias de intelectual orgânico de Antonio Gramsci e Ação cultural para liberdade de Paulo Freire. 

A ESCOLA JOSEFA CONCEIÇÃO DA COSTA – De antemão, merece menção que essas atividades por mim desenvolvidas na escola foram gratuitas, sem que eu cobrasse cachê e nenhum centavo para realizá-las, vez que fazia parte das minhas pesquisas nas escolas das redes pública e privada de Maceió. A professora que me contatou e me convidou no início é que me conduzia pra escola, almoçando com os professores e retornando no final das atividades.
A escola está situada no bairro de Canãa, em Maceió. E nos primeiros dias de atividades nas turmas da escola, observou-se que o clima não estava muito bom naquele ambiente. Tanto alunos insatisfeitos, como professores desmotivados, culminavam com a ausência da diretora que só cheguei a ver no último dia das apresentações, no lançamento dos livros. Durante todo o mês não tive o menor contato com a diretoria, vez que a mesma só apareceu no dia mencionado.
A coordenadora que manteve contato comigo no primeiro dia para me recepcionar nas apresentações infantil e no final desse mesmo dia, para acertar minhas atividades durante todo o mês.
Meus contatos na escola, portanto, eram apenas os professores e alunos que conduziam as atividades pelos três turnos.
Logo quando entrei no recinto no primeiro dia e atravessei a porta de entrada de muros altíssimos que rodeava todo estabelecimento, pensei que ali só havia paredes, vez que o piso era uma mistura de barro batido com o lixo jogado no chão. Só dias depois constatei que era um monturo de lixo que se amontoava por meses, de quase um palmo de sujeiras que envolvia não só os corredores como as salas de aula, até a imitação de quintal que chamavam de pátio de recreação.
A minha curiosidade inicial foi saber pela existência de biblioteca na instituição, ao que fui informado que sim, mas que encontrava fechada porque a chave estava com a diretora.
Colocado numa sala com muitos brinquedos, carteiras, utensílios e outras tranqueiras todas quebradas e com um vazamento de água a me deixar os pés molhadas e sem saber como me trocar, ao que pude, arrumando algumas coisas imprestáveis para me sentar, pude ficar pronto com a indumentária do personagem e sair chacoalhando os pés na água e iniciar as atividades.
Depois de duas apresentações deu-me um aperto por micção. Pedi para que levassem a um sanitário, local onde eu poderia tomar uma aguinha na torneira para azeitar a garganta seca, vez que nem um copo de água me foi oferecido durante todas as atividades pelo mês inteiro. Como ninguém sabia onde estava a chave do banheiro dos professores, corri pro sanitário dos alunos, vez que não me aguentava mais. Lá chegando fiquei estupefato: a fedentina comia no centro e não havia onde evacuar. Todos os aparelhos sanitários estavam quebrados e o único que estava ainda pendurado, contava com um tolote avantajado envolvido em cuscuz e salsinhas picotadas, com um papel enfiado onde se lia: “Esta é a merenda escolar da gente!”. O chão completamente alagado me fazendo ficar na ponta dos calcanhares. Um aluno adentrou e disse: “Quer mijar? É no chão mesmo”. E abriu a braguilha e saiu urinando num canto. Claro, tive que acompanhar porque não aguentava mais de tão apertado. Enquanto isso, fitei as paredes que estavam todas riscadas com expressões chulas, acusações, declarações de amor e outras baboseiras, chamando atenção para insistente escrita distribuída demasiadamente por todos os cantos das paredes, expressando coisa do tipo como “Merenda azeda”, “Vá dá a merenda pra sua mãe fdp”, “o professor tal é viado!”, “a professora tal é bolacheira!” e coisas afins.
Quando saí do sanitário logo pude constatar os temores da professora: ela fechou os olhos prevendo que teria uma reação de protesto. Ao contrário, não esbocei nenhuma reação e perguntei qual seria a classe da próxima apresentação, ao que ela surpreendeu-se e meio que encabulada, pegou-me pelo braço e me encaminhou para um cubículo apertadíssimo, onde estavam diversas pessoas. Era a sala dos professores. Lá discutiam, reclamavam e esculhambavam todo mundo enquanto mastigavam a bolacha meio passada com um suco de uma cor duvidosa que não ousei sequer tomar. Havia uma lata de refrigerante que me foi oferecida, optando por tomar um café pequeno forte e meio aguado. Logo voltei às atividades e ao meio dia, troquei de roupa e fui levado para almoçar na praça de alimentação de um supermercado. Enquanto almoçávamos, a professora conversou comigo sobre minhas apresentações pelos demais turnos por todo mês. Durante todo mês pela manhã estavam as turmas de Educação Infantil e primeiro ciclo do Ensino Fundamental.
Na parte da tarde, as turmas eram do segundo ciclo do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Realizei as primeiras palestras, fizemos um lanche por volta das 18hs e retornamos às atividades, com as turmas da noite, as mesmas dos cursos da tarde e mais a Educação de Jovens e Adultos.
Ao cabo de mais ou menos três dias, procurei a professora para manifestar uma coisa que me causava estranheza, vez que quando eu mencionava passarinhos e frutas, não tinha retorno das turmas matutinas, como se elas não entendessem o que eu estava falando. A professora me esclareceu: eles não conhecem nem frutas nem passarinho. E o que eles comem? Feijão, arroz, mortadela, salsicha e cuscuz, só. Nas ruas não têm árvores? Não voam passarinhos? A professora alegou que se tratava de crianças pobres que só estavam ali pela merenda e que nem sempre estavam satisfeitos, vez que jogavam a merenda fora. Combinamos, então, de antes de virmos para escola no dia seguinte, passaríamos na Ceasa e compraríamos frutas. Assim fizemos e quando expus o balaio com uma infinidade de frutos da nossa flora, nem chegaram perto temendo ser algo que não gostassem. Nunca tinham eles visto pitomba, manga, goiaba, maracujá, pitanga, fruta alguma. Tivemos eu e a professora que insistir para que provassem daquilo. Com relação aos passarinhos, tudo bem, desde que na década de 1970 quando trouxeram os pardais doutras plagas, que estes se alimentam de tudo e, inclusive, do ninho de nossa passarada, promovendo uma verdadeira extinção de canários, papacapins, azulões, guriatãs e outros tantos que eram comuns nos quintais e praças.
Outra coisa que a professora me contou foi que a escola havia procurado sem êxito contato com a comunidade, vez que o bairro possuía duas associações de moradores que se davam por adversárias com acusações mútuas entre elas, impossibilitando uma relação direta da instituição naquela localidade.
Assim atravessamos todo o mês quando deparamos mais um impasse entre tantos outros que enfrentamos durante todas as atividades: onde fazer o lançamento dos livros. Na biblioteca, eu disse. Um pânico tomou conta de todos. Eu já havia distribuído release para toda imprensa local e convites para muitos, o lançamento seria no dia seguinte e não tínhamos disponível um local para lançamento. Asseverei, então, que faríamos numa sala qualquer.
No dia seguinte, eis que a diretora apareceu e abriu a biblioteca para nossas atividades. Os convidados foram chegando, o ambiente era pequeno, mas deu para fazer tudo. O curioso é que muitas estantes estavam ali amontoadas, todas encostadas umas às outras sem um livro, com caixas sobre caixas até o teto, todas lacradas e cheias de livros, computadores encaixotados e outros tantos equipamentos tudo amarrado e sem utilização. Como o lançamento transcorreria por todo dia e pelos três turnos, era uma entrada e saída de alunos, pais, comunidade, imprensa, professores e gente alheia de conduta escusa. A professora me confidenciou que recebemos a visita de três traficantes na ocasião, afora outros procurados pela polícia por mortes e roubos. Concedi entrevistas (muitos dos meus colegas radialistas e jornalistas curiosamente me chamavam a atenção para a loucura que eu havia feito: por que lançar livros em escola pública, onde ninguém tem dinheiro nem pra comprar pão? Afora isso, críticas pela lonjura da escola, pela sujeira do ambiente, muitas reclamações dos convidados. Todos os convidados me tinham por louco e indagavam onde eu estava como a cabeça para fazer tal evento, até mesmo os amigos e amigas que foram prestigiar minha festa estranhavam a minha iniciativa). Em cada turno fiz minha palestra para os presentes e, por volta das 21hs, missão cumprida. Encerramos as atividades e voltei para o meu recanto.
A surpresa de verdade aconteceu uma semana depois da minha estada na escola. Isso numa segunda feira de manhã, um canal da televisão local dava a notícia de que a comunidade de Canaã havia invadido a escola efetuando uma verdadeira faxina, destituindo a diretora e elegendo uma nova comprometida com uma gestão democrática na instituição. 

PSICOLOGIA SOCIAL – Aconteceu por resultado dessa experiência a apresentação do grupo na disciplina Psicologia Social, do curso de Psicologia, do Centro Universitário Cesmac, efetuando uma comparação entre a experiência vivida na escola mencionada e o texto em estudo de Moacir Gadoti. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS – O texto em estudo aborda a questão das causas do atraso na política educacional brasileira, chamando atenção para adoção de medidas que possibilitem a efetivação de um modelo educacional que seja participativo e transformador, atendendo as propostas do PNE 2011/2020 e com a necessidade de promulgação da Lei de Responsabilidade Educacional no Brasil, bem como da apreciação do Supremo Tribunal Federal da Ação Direta de Inconstitucionalidade do Piso Nacional do Magistério. Texto de suma importância para reflexão acerca da educação brasileira na atualidade.
Por conclusão, observou-se que a realidade em Alagoas, mais especificamente em Maceió, é muito pior do que o constatado e proposto como consequência do relatado no texto, havendo, portanto, necessidade de um maior envolvimento de toda sociedade para oferta de uma educação pública de qualidade no Brasil.

REFERÊNCIAS
ABERASTURY, Arminda. A criança e seus jogos. Porto Alegre: Artmed, 1992.
ARIÉS, Philippe. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: LTC, 1981.
ARROYO, Miguel et alli. Educação e cidadania: quem educa o cidadão? São Paulo: Cortez Editora, 1999.
BARROS, Edlúcia. Entre linguagens e pensamentos: Vygotsky e o teatro. Goiânia: UFG/EMAC, 2011.
BOAL, Augusto. Técnicas latino-americanas de teatro popular: uma revolução copernicana ao contrário/Teatro do oprimido na Europa. São Paulo: Hucitec, 1979.
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