sábado, 18 de julho de 2026

A ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA NA PRÉ-ESCOLA

 

 

A ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA NA PRÉ-ESCOLA - Artigo Científico apresentado à Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul/PE (Famasul), de Palmares (PE), pelo graduando Emerson José Oliveira da Silva, no Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia, orientado pela professora Vanessa Ferreira dos Santos. INTRODUÇÃO – A arte é uma ferramenta essencial no processo de ensino e aprendizagem, especialmente na educação infantil. Ela contribui para o desenvolvimento integral da criança, estimulando sua criatividade, expressão, sensibilidade, e percepção do mundo. O ensino da arte, quando aliado à pedagogia do afeto e as metodologias ativas, torna-se uma poderosa estratégia educativa. Isso ocorre pois favorece o envolvimento emocional e o protagonismo dos estudantes no processo de aprendizagem. Assim, a escola passa a ser um espaço de criação, reflexão e construção de significados. No cenário educacional contemporâneo, a Pedagogia do Afeto surge não como um sentimentalismo, mas como uma base científica fundamentada por Wallon (2007) que compreende que a afetividade e a inteligência são inseparáveis. Nesse sentido, de que maneira a arte, quando mediada pelo afeto, torna-se o fio condutor para uma aprendizagem que transcende o racional e alcança a subjetividade da criança? Compreender essa dinâmica exige investigar como as relações interpessoais e a expressão estética se entrelaçam para formar um ambiente educativo verdadeiramente emancipador. A relevância deste projeto reside na compreensão de que a arte não é apenas um conteúdo decorativo, mas uma linguagem fundamental para que a criança organize sua experiência no mundo. Ao unir essa prática às metodologias Ativas, este trabalho propõe uma ruptura com a "educação bancária" criticada por Freire (1996), colocando o aluno como centro da produção do saber. A pesquisa foi desenvolvida no município de Palmares, na escola municipal Prof.ª Maria Elizabete de Oliveira Calado, na turma do Pré I, foi feito uma observação e desenvolvido dinâmicas referentes ao tema com atividades diagnosticas. Os objetivos específicos foram: Investigar como as Metodologias Ativas podem ser aplicadas no ensino das artes para promover o protagonismo e a autonomia do aluno; propor estratégias pedagógicas que utilizem a linguagem artística para fortalecer o vínculo afetivo entre professor e aluno; discutir o papel da arte na formação da consciência crítica e social da criança dentro do espaço escolar. A escolha deste tema “A arte na educação infantil e desenvolvimento da criança na pré-escola” justifica-se pela necessidade premente de superar o modelo de educação tradicional, muitas vezes mecânico e despersonalizado, que negligencia a dimensão emocional do estudante. Paralelamente, as metodologias ativas de ensino vêm fortalecer essa perspectiva ao colocar o estudante como protagonista do próprio aprendizado, estimulando sua curiosidade, pensamento crítico e capacidade de resolver problemas por meio da arte. REFERENCIAL TEÓRICO - A arte como linguagem de investigação e expressão infantil - A arte, em suas diversas formas, desempenha um papel fundamental como ferramenta de aprendizado e expressão emocional. Por meio da pintura, da música, da dança e da literatura, indivíduos conseguem explorar e comunicar sentimentos que muitas vezes são difíceis de verbalizar. A prática artística não só estimula a criatividade e o pensamento crítico, mas também proporciona um espaço seguro para que as pessoas se conectem com suas emoções e experiências. Fochi (2020), um especialista em educação infantil, destaca a importância de uma abordagem mais humanizada e menos escolarizada na pré-escola. Fochi (2020) critica a "pedagogia delivery", onde as escolas apenas entregam atividades, e defende uma abordagem mais participativa e centrada na criança. Ele acredita que a vida cotidiana deve ser o foco da educação infantil, permitindo que as crianças desenvolvam habilidades sociais e emocionais. Ele também destaca a importância da arte na educação infantil para desenvolver a autonomia das crianças. O autor defende que a arte é uma forma de expressão e linguagem que permite às crianças explorarem e comunicarem suas ideias e sentimentos de maneira criativa. Fochi (2020) defende que a educação infantil deve priorizar a imaginação e a criatividade, permitindo que as crianças desenvolvam sua capacidade de pensar de forma não convencional. Nessa perspectiva Fochi (2020) destaca que: [...] A arte na educação infantil é fundamental para desenvolver a autonomia das crianças. É uma forma de linguagem que permite às crianças expressarem suas ideias e sentimentos de maneira criativa e autônoma, sem a necessidade de seguir padrões pré-estabelecidos. É uma forma de libertar a imaginação e a criatividade, permitindo que as crianças sejam protagonistas de seu próprio processo de aprendizagem [...] (FOCHI, 2020, p. 113). Ele sugere que os educadores criem espaços propícios para a imaginação e a criatividade, incentivando as crianças a explorarem e aprender de forma autônoma. Fochi (2020) também diz que "A arte é uma forma de linguagem que permite às crianças expressarem suas ideias e sentimentos de maneira criativa e autônoma." Ao integrar a arte no processo educacional, promove-se um ambiente de aprendizado mais dinâmico e inclusivo, onde cada um pode se expressar de maneira única, enriquecendo assim a compreensão mútua e o desenvolvimento pessoal. Dessa forma, a arte se revela não apenas como um meio de expressão, mas como um caminho poderoso para o autoconhecimento e a empatia. A arte na educação escolar é uma ferramenta valiosa que vai além da mera produção estética; ela se configura como um importante veículo para o desenvolvimento integral da criança. Nessa perspectiva Fochi (2020) destaca que: [...] As linguagens artísticas são o modo pelo qual a criança organiza seu pensamento e traduz suas experiências. Quando permitimos que ela pinte, dance ou crie, estamos oferecendo ferramentas para que ela aprenda a ler a si mesma e ao contexto em que vive, indo muito além da simples reprodução escolarizada. [...] (FOCHI, 2020, p. 114). Ao incorporar a arte no currículo escolar, promovemos não apenas habilidades técnicas, mas também a formação de competências socioemocionais essenciais para a vida em sociedade. Nesse sentido, a pedagogia do afeto se torna um elemento central, pois permite que as crianças se sintam seguras e valorizadas em seu ambiente de aprendizagem. De acordo com Wallon (2007, p. 215) “[...] é nos primeiros vislumbres da vida psíquica, no seu período afetivo, que se encontra a origem da evolução da pessoa”. Através da arte, os alunos têm a oportunidade de explorar suas emoções, expressar suas ideias e compartilhar suas vivências. Essa prática não só fortalece a autoestima, mas também estimula a empatia, uma vez que os estudantes aprendem a ouvir e respeitar as diferentes perspectivas dos colegas. Em um espaço onde a criação artística é incentivada, as crianças desenvolvem a capacidade de observar, interpretar e reagir ao mundo que as cerca, promovendo uma compreensão mais profunda e sensível das realidades sociais e culturais que as crianças vivenciam. A arte na educação escolar se configura como uma ferramenta poderosa para desenvolver não apenas habilidades técnicas, mas também a capacidade de expressar emoções, refletir sobre a própria identidade e compreender o outro. Através de práticas artísticas, as crianças têm a oportunidade de explorar sua criatividade, investigar novas possibilidades de comunicação e construir significados que vão além do verbal. Fochi (2020), nos lembra que: [...] A arte na escola não é para fazer artistas, mas para ampliar o repertório de mundo da criança, permitindo que ela se aproprie de diferentes linguagens para dar visibilidade ao que sente, pensa e imagina [...] visto que o aprendizado se dá na relação sensível entre o cotidiano e a capacidade de reinventar a realidade através da criação estética [...] (FOCHI, 2020, p. 42). Nesse contexto, a Pedagogia do Afeto se torna essencial, pois promove um ambiente de aprendizagem onde o respeito, a empatia e a conexão humana são priorizadas. Quando educadores estabelecem relações afetivas com seus alunos, criam um espaço seguro onde a expressão artística pode florescer. O afeto facilita a participação ativa dos estudantes, encorajando-os a se envolverem de maneira mais significativa nas atividades propostas, o que é fundamental para o desenvolvimento integral da criança. A Metodologia Ativa de Ensino complementa essa proposta, pois envolve os alunos em processos de aprendizagem que vão além do mero acúmulo de informações. Ao incorporar a arte na educação, os educadores são capazes de criar um ambiente de aprendizagem mais dinâmico e interativo, onde os alunos se tornam protagonistas de seu próprio processo educativo. A pedagogia do afeto, por sua vez, estabelece uma relação de confiança e empatia entre educadores e estudantes, favorecendo um clima escolar positivo que estimula a expressão emocional e a criatividade. Nesse contexto, a arte atua como um poderoso mediador de experiências, permitindo que as crianças explorem suas emoções, desenvolvam habilidades sociais e promovam a autoafirmação. Atividades artísticas, como teatro, música, dança e artes visuais, não apenas enriquecem o currículo escolar, mas também contribuem para o desenvolvimento integral da criança, abordando aspectos cognitivos, afetivos e sociais. Além disso, a metodologia ativa de ensino, que valoriza a participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem, permite que as crianças se envolvam de maneira significativa com o conteúdo, desenvolvendo não apenas habilidades cognitivas, mas também emocionais e sociais. A arte, em suas diversas formas, desempenha um papel fundamental nesse processo, pois proporciona um espaço de expressão e criatividade, incentivando os alunos a explorarem suas emoções e a se conectarem com os outros. A Pedagogia do Afeto - Alves (2001), por sua vez, enfatiza a importância das relações afetivas no ambiente escolar. Quando os educadores estabelecem vínculos de confiança e empatia com seus alunos, criam um clima propício para a aprendizagem. Essa abordagem valoriza o sentir, o ouvir e o respeitar as individualidades, promovendo um ambiente onde a criança se sinta segura para se expressar e experimentar. As metodologias ativas, que incluem práticas como a aprendizagem por projetos, o trabalho em grupo e o uso de tecnologias, favorecem o protagonismo do aluno. Ao interagir de forma colaborativa e participativa, as crianças não apenas aprendem como se desenvolvem entre se. As DCN (2010) para a Educação Infantil definem, em seu art. 9º, que devem ser garantidas nas instituições experiências que: [...] favoreçam a imersão das crianças nas diferentes linguagens e o progressivo domínio por elas de vários gêneros e formas de expressão: gestual, verbal, plástica, dramática e musical, bem como [...] promovam o relacionamento e a interação das crianças com diversificadas manifestações de música, artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança, teatro, poesia e literatura. (BRASIL, p. 25-26). Isso mostra a importância de proporcionar às crianças experiências ricas e diversificadas em diferentes linguagens artísticas e expressivas. Ao promover a imersão em gestual, verbal, plástica, dramática e musical, as crianças podem desenvolver habilidades criativas, de comunicação e expressão. Visando o desenvolvimento integral da criança, respeitando suas formas de aprender e se expressar, garantindo que as crianças explorem diferentes formas de arte e linguagem, contribuindo para um crescimento mais completo e criativo. A dimensão afetiva no fazer artístico infantil - A pedagogia do afeto enfatiza as relações interpessoais como motor da aprendizagem. Ao promover um ambiente de acolhimento e empatia, permite-se que a criança se sinta segura para criar e se expressar. Wallon (2007, p. 46) postula que "[...] o estudo da criança é essencialmente o estudo das fases que vão fazer dela um adulto". Nesse sentido, o fortalecimento dos vínculos afetivos entre educadores e crianças contribui para a formação de indivíduos emocionalmente saudáveis, capazes de construir relações interpessoais sólidas. Através do fortalecimento dos vínculos afetivos entre educadores e alunos, a pedagogia do afeto contribui significativamente para a formação de indivíduos emocionalmente saudáveis, capazes de lidar com suas emoções e de construir relações interpessoais saudáveis. Para Wallon, a emoção é a primeira forma de comunicação, a arte (dança, pintura, gesto) é a exteriorização desse afeto. Ele ainda diz que: [...] A criança é essencialmente emocional e sua primeira relação com o mundo é afetiva. A expressão artística, portanto, manifesta essa sensibilidade, onde o gesto e a imagem tornam-se o prolongamento do que ela sente e ainda não consegue traduzir em palavras. (WALLON, 2007, p. 54). Seu impacto vai além do ambiente escolar, influenciando a vida social e emocional dos jovens, preparando-os para os desafios da vida adulta. A arte na educação escolar desempenha um papel fundamental no desenvolvimento integral da criança, promovendo não apenas o aprendizado cognitivo, mas também a formação de habilidades socioemocionais. Através da expressão artística, as crianças têm a oportunidade de explorar suas emoções, comunicar-se de maneiras diversas e desenvolver a criatividade, fatores essenciais para a construção de sua identidade e para a convivência em sociedade. Piaget foca no jogo simbólico para ele, a arte permite que a criança lide com conflitos afetivos através do faz-de-conta. Piaget (1976, p. 162) deixa claro em seu ponto de vista que "O símbolo permite à criança assimilar o real aos seus desejos e necessidades afetivas. Através da arte e do jogo, ela reconstrói o mundo para que este se torne compreensível e suporte para suas emoções." Os estudos de Piaget (1976) nos explicam que à medida que a criança vai tendo contato com o mundo, com pessoas de diferentes grupos sociais, sua inteligência vai se desenvolvendo. A pedagogia do afeto, que se baseia no vínculo emocional entre educadores e alunos, é uma abordagem que complementa a inserção da arte no ambiente escolar. Quando os professores estabelecem relações afetivas com os alunos, criam um ambiente seguro e acolhedor, onde as crianças se sentem motivadas a se expressar livremente. Isso não apenas fortalece a autoestima dos estudantes, mas também os encoraja a experimentar e arriscar em suas produções artísticas, sabendo que seu esforço será valorizado e respeitado. A Pedagogia do Afeto, nesse contexto, se destaca como uma abordagem fundamental, pois reconhece a importância das relações afetivas no processo de ensino-aprendizagem. Esse cuidado precisa considerar a indissociabilidade entre o sentir e o aprender. Como afirma Vygotsky (1999, p. 308), a arte funciona como um método de edificar o sentimento, permitindo que a criança transforme suas emoções em expressões visíveis e compartilhadas. Além disso, a metodologia ativa de ensino, que incentiva a participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem, complementa perfeitamente a abordagem da pedagogia do afeto. Essa metodologia busca transformar o aluno de mero receptor de informações em um protagonista de sua própria educação, permitindo que ele explore, crie e se expresse por meio da arte. Segundo Piaget (1976): [...] A criança necessita, para o seu equilíbrio afetivo e intelectual, de um setor de atividade cujo motivo não seja a adaptação ao real, mas, pelo contrário, a assimilação do real ao eu, sem coações nem sanções. É através do jogo simbólico e da expressão artística que ela consegue satisfazer suas necessidades afetivas e transformar a realidade externa em algo compreensível à sua própria subjetividade. (PIAGET, 1976, p. 211). Quando a arte é integrada ao currículo escolar, as crianças não apenas desenvolvem habilidades técnicas, mas também aprendem a se comunicar, a colaborar e a pensar criticamente. Através de atividades artísticas, como pintura, teatro, música e dança, os alunos são encorajados a compartilhar suas emoções e experiências, criando um ambiente onde o afeto e a empatia se tornam pilares da convivência escolar. Neste contexto, a pedagogia do afeto se manifesta na valorização das individualidades e na promoção do respeito mútuo entre os estudantes. Os educadores que adotam essa abordagem estão mais atentos às necessidades emocionais e sociais dos alunos, reconhecendo que o desenvolvimento integral da criança vai além do simples aprendizado cognitivo. A arte, em suas diversas manifestações, serve como uma poderosa ferramenta para a expressão de sentimentos, o que permite que as crianças se conectem com suas emoções e com as dos outros. Ao incorporar a arte no currículo escolar, os educadores promovem não apenas a criatividade, mas também a empatia, o respeito e a colaboração entre os alunos. Portanto, para Piaget (2014): [...] O principal objetivo da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram — homens que sejam criadores, inventores e descobridores. O segundo objetivo da educação é formar mentes que possam ser críticas, que possam verificar e não aceitar tudo o que lhes é oferecido. (PIAGET, 2014, p. 34). A Pedagogia do Afeto - Piaget (2014), que prioriza as relações humanas e o vínculo afetivo entre educadores e alunos, é fundamental nesse processo. Quando os professores se dispõem a ouvir e a compreender as necessidades emocionais de seus estudantes, criam um ambiente seguro e acolhedor, onde a expressão artística pode florescer. Esse ambiente não apenas estimula a aprendizagem, mas também fortalece a autoestima e a autoconfiança das crianças. Além disso, as metodologias ativas de ensino, que incentivam a participação ativa dos alunos na construção do conhecimento, se alinham perfeitamente com a proposta da Arte na educação escolar e desenvolvimento da criança: Pedagogia do afeto e metodologia ativa de ensino ativa dos alunos na construção do conhecimento, se alinham perfeitamente com a proposta da pedagogia do afeto. Essa abordagem reconhece a importância das relações interpessoais no ambiente escolar, promovendo um clima de confiança e respeito que favorece a aprendizagem. Ao integrar a arte como ferramenta pedagógica, os educadores podem estimular a criatividade, a expressão pessoal e a comunicação, elementos essenciais para o desenvolvimento integral da criança. De acordo com Wallon (2007, p. 144) “[...] os domínios funcionais entre os quais se dividirá o estudo das etapas que a criança percorre serão, portanto, os da afetividade, do ato motor, do conhecimento e da pessoa.”  A arte, em suas diversas formas como música, dança, teatro, artes visuais, proporciona uma experiência rica e multifacetada que vai além do conteúdo curricular tradicional. O campo funcional do conhecimento ou cognitivo surge a partir de fatores biológicos e sociais, nos quais Wallon (2007, p. 49) explica que “[...] deste modo, na criança, opõem-se e implicam-se mutuamente fatores de origem biológica e social.” Por meio da prática artística, os alunos não apenas aprendem sobre técnicas e estéticas, mas também desenvolvem habilidades socioemocionais, como empatia, colaboração e resolução de conflitos. Além disso, a arte permite que as crianças se conectem com suas emoções e vivências. O Papel da Arte e do Afeto no Ensino Ativo - As metodologias ativas são abordagens educacionais que buscam engajar os alunos por meio de experiências práticas e criativas. Ao invés de serem meros receptores de informações, os estudantes tornam-se protagonistas de seu próprio aprendizado, participando ativamente de atividades que estimulam a reflexão, a colaboração e a resolução de problemas. Essas metodologias promovem um ambiente de ensino mais dinâmico e interativo, onde os alunos podem aplicar teorias em situações reais, desenvolvendo habilidades essenciais para o século XXI, como pensamento crítico, criatividade e trabalho em equipe. Assim, as metodologias ativas não apenas tornam o processo de aprendizagem mais envolvente, mas também preparam os estudantes para os desafios do mundo contemporâneo. A arte na educação escolar vai além de uma mera técnica ou disciplina; ela se torna um veículo poderoso para a expressão e a compreensão do mundo que nos cerca. Ao integrar a arte no currículo, os educadores não apenas estimulam a criatividade, mas também promovem um ambiente de aprendizado que valoriza as emoções e as relações interpessoais. Lurcat (1982) defende que a educação na pré-escola deve ser baseada em metodologias ativas, que priorizem a ação e a experimentação das crianças. Segundo ela, as crianças pequenas aprendem melhor quando são ativas e envolvidas em processos de descoberta e exploração. Lurcat (1982) critica a abordagem tradicional de ensino, que considera passiva e centrada no adulto, e defende que os educadores criem ambientes que estimulem a curiosidade e a iniciativa das crianças. Para Lurcat (1982), as metodologias ativas na pré-escola devem priorizar a liberdade de escolha e a autonomia das crianças, permitindo que elas tomem decisões e sejam protagonistas de seu próprio processo de aprendizagem. Ela destaca a importância de criar espaços que incentivem a exploração, a manipulação e a experimentação, e que os educadores atuem como facilitadores e apoiadores, em vez de transmissores de conhecimento. Dessa forma, as crianças desenvolvem habilidades importantes, como a criatividade, a resolução de problemas e a cooperação. De acordo com Lurcat, (1982) "A criança é um ser ativo, que age sobre o meio e o transforma, e é ao mesmo tempo transformada por ele." Além disso Lurcat (1982) também destaca que: [...] A educação infantil deve ser concebida como um processo de ação e reflexão, no qual a criança é chamada a agir, a experimentar, a criar e a refletir sobre suas ações. É através dessa ação-reflexão que a criança constrói seu conhecimento e desenvolve suas capacidades. (Lurcat, 1982, p. 35) Quando os alunos se sentem valorizados e respeitados, suas habilidades sociais e emocionais se desenvolvem de maneira mais robusta. Através de atividades artísticas, como pintura, música, dança e teatro, os estudantes têm a oportunidade de explorar suas emoções, expressar suas ideias e se conectar com os outros. Essas experiências não apenas enriquecem o aprendizado, mas também fortalecem o vínculo entre educadores e alunos, criando um ambiente seguro e acolhedor. A presença da arte na educação escolar não se limita apenas à expressão criativa; ela se torna uma ponte para o desenvolvimento emocional e social das crianças. Através da arte, os alunos têm a oportunidade de explorar suas emoções, comunicar seus sentimentos e compartilhar suas experiências, o que enriquece suas interações e promove a empatia. É através dessas vivencias que se fundamenta a valorização das relações interpessoais, permitindo que os educadores reconheçam e respeitem as singularidades de cada aluno. Isso significa que, ao incorporar essas metodologias de ensino, os professores não apenas ensinam conteúdos, mas também cultivam um ambiente onde o afeto é a base para a aprendizagem. As atividades artísticas, como pintura, música, teatro e dança, tornam-se instrumentos para fortalecer essa relação, promovendo um espaço de diálogo e escuta. Além disso, a participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem, incentivam a criatividade, a expressão individual e a construção coletiva do conhecimento. Ao integrar a arte na educação escolar, os educadores promovem um ambiente onde os alunos se sentem livres para explorar suas emoções, ideias e habilidades, contribuindo assim para o desenvolvimento integral do ser humano. A Pedagogia do Afeto, por sua vez, destaca a importância das relações interpessoais no ambiente escolar. Quando os educadores estabelecem vínculos afetivos com seus alunos, cria-se um clima de confiança e segurança, fundamental para o aprendizado. Nesse contexto, a arte se torna uma ferramenta poderosa, permitindo que os alunos se conectem com suas emoções e com os outros, desenvolvendo empatia e habilidades sociais. As metodologias ativas Lurcat (1982), aliadas à arte, promovem abordagens de ensino que valorizam o protagonismo do aluno. Por meio de projetos artísticos, dramatizações, danças, músicas e outras expressões culturais, os estudantes se tornam agentes de sua própria aprendizagem. Essa participação ativa na construção do conhecimento não apenas estimula a criatividade, mas também promove um ambiente de colaboração e troca de experiências. [...] As metodologias ativas são fundamentais para a educação infantil, pois permitem que as crianças sejam atoras de seu próprio processo de aprendizagem, desenvolvendo sua autonomia e criatividade [...] a educação infantil deve ser uma educação pela ação, onde a criança é chamada a agir, a experimentar e a criar. (Lurcat, 1982, p. 42) A arte, em suas diversas formas sejam elas visuais, sonoras, dramáticas ou literárias serve como uma poderosa ferramenta para expressar emoções, pensamentos e identidades, permitindo que cada criança encontre sua voz única dentro do contexto escolar. O afeto é fundamental para o desenvolvimento integral da criança, pois fortalece a autoestima, fomenta a curiosidade e incentiva a autonomia. A metodologia ativa de ensino, por outro lado, propõe que os alunos sejam protagonistas de seu aprendizado, ao invés de serem meros receptores de informações. METODOLOGIA - Tipo de Pesquisa - O trabalho fundamenta-se em uma abordagem qualitativa e descritiva, baseada em estudos teóricos e práticos, sobre o papel da arte no desenvolvimento infantil. A fundamentação considera as contribuições de autores renomados que destacam a importância do afeto, da criatividade e da mediação docente na construção do conhecimento: Fochi (2020), Lurcat (1982), Freire (1996), Vygotsky (1999), Alves (2001), Wallon (2007). Nesse processo as práticas pedagógicas são analisadas como instrumentos capazes de favorecer a aprendizagem significativa, permitir a participação ativa do aluno, criar um ambiente de respeito, diálogo e cooperação. Dessa forma, o ensino de arte é compreendido como algo que deve ir além da técnica, priorizando experiências sensoriais, emocionais e cognitivas. Levantamento Teórico - Nesta fase, foram estudados obras e autores como Fochi (2020), um especialista em educação infantil, Ferraz e Fusari sobre a arte na educação escolar Lurcat (1982) que defende que a educação na pré-escola deve ser baseada em metodologias ativas, que priorizem a ação e a experimentação das crianças, também altores que fundamentam o papel da arte como mediadora do conhecimento e do afeto no processo educativo, tais como Freire (1996), Vygotsky (1999), Alves (2001), e Wallon (2007). Também foram consultados documentos oficiais, como as Diretrizes Curriculares Nacionais, Currículo Nacional para educação infantil V 1 e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que enfatiza o desenvolvimento das competências socioemocionais e criativas. Essa etapa visa construir um embasamento teórico sólido que sustente a análise das práticas pedagógicas relacionadas à arte e à afetividade. Observação e aplicação prática - A intervenção foi realizada com um grupo de 18 estudantes do Pré I, na escola municipal Prof.ª Maria Elizabete de Oliveira Calado, no município de Palmares – PE no turno da manhã com a professora colaboradora Jessica. Nessa etapa foi observado analisado como as práticas artísticas são desenvolvidas e de que forma contribuem para o desenvolvimento emocional e cognitivo das crianças. A partir dessa observação, foram implementadas atividades pedagógicas baseadas em metodologias ativas, como: Aprendizagem baseada em projetos (ABP), por meio da criação de murais artísticos e dramatizações; Rodas de conversa e oficinas expressivas, que favorecem a escuta ativa e a expressão afetiva; Gamificação e atividades colaborativas, que estimulam a criatividade, a autonomia e o vínculo afetivo entre educador e educando. Na prática, a aprendizagem baseada em projetos materializou-se na construção coletiva de murais temáticos, onde os alunos utilizaram diferentes texturas e cores para expressar percepções sobre o meio onde vivem, estimulando a coordenação motora fina e a simbolização. paralelamente, as rodas de conversa serviram como um espaço de acolhimento emocional, permitindo que cada criança verbalizasse seus sentimentos e exercitasse a escuta empática. as oficinas expressivas, focadas em dramatizações e jogos teatrais, incentivaram a projeção da identidade e o controle das emoções através do 'faz-de-conta'. por fim, a gamificação foi aplicada em desafios colaborativos que exigiam o cumprimento de metas em pequenos grupos, fortalecendo a autonomia na resolução de problemas e consolidando o vínculo afetivo por meio do apoio mútuo entre os pares e a mediação constante da professora. Durante essas práticas, foram observadas a relação professor-aluno, a participação dos estudantes, o engajamento nas atividades artísticas e os aspectos afetivos envolvidos no processo de aprendizagem. Notou-se que a mediação constante e o suporte emocional oferecido foram fundamentais para que as crianças se sentissem seguras ao explorar novas formas de expressão. Esse ambiente de confiança mútua resultou em uma evolução visível na capacidade de concentração e na autonomia dos alunos, que passaram a encarar os desafios pedagógicos com maior entusiasmo e cooperação. Assim, a intervenção confirmou que a arte e as metodologias ativas entrelaçadas ao afeto são pilares indissociáveis, capazes de transformar a sala de aula em um espaço de desenvolvimento integral e significativo. Análise reflexiva e interpretativa - A partir da observação e aplicação prática realizada na turma de Pré I, percebe-se que a arte atua como um catalisador do desenvolvimento integral, validando a premissa de Wallon (2007) sobre a indissociabilidade entre o domínio afetivo e o cognitivo. Ao utilizar metodologias como a Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) na criação de murais e oficinas, o ambiente escolar deixou de ser um local de mera transmissão de informações para se tornar um espaço de construção viva. A análise dos dados revela que as oficinas expressivas e as rodas de conversa não apenas facilitaram a escuta ativa, mas também romperam com a passividade da "educação bancária" criticada por Paulo Freire. O protagonismo infantil foi evidenciado no engajamento espontâneo das crianças, que, ao se sentirem pertencentes ao processo criativo, demonstraram maior segurança para expressar suas emoções e opiniões. Nesse sentido, a gamificação e as atividades colaborativas observadas mostraram que o vínculo afetivo entre educador e educando é o alicerce para a autonomia. A mediação pedagógica, pautada no afeto, permitiu que os aspectos sociais fossem trabalhados de forma intrínseca às atividades artísticas. Portanto, a experiência prática confirma que a arte, quando aliada às metodologias ativas, não é um adendo ao currículo, mas a linguagem central pela qual a criança organiza sua experiência e se projeta no mundo de forma crítica e sensível. RESULTADOS E DISCUSSÕES - Os resultados obtidos durante a intervenção pedagógica na turma de Pré I demonstram que a inserção da arte, mediada pela Pedagogia do Afeto, promoveu uma mudança significativa no engajamento e na autonomia dos estudantes. A transição de uma postura passiva para o protagonismo infantil foi mensurada através da observação dos níveis de participação em diferentes frentes de atividade. Para ilustrar essa evolução, apresenta-se o gráfico abaixo, que sintetiza o desempenho da turma em quatro pilares fundamentais durante a aplicação das metodologias ativas: Análise dos Indicadores - Ao analisar os dados, observa-se que o Engajamento Emocional e a Expressão Criativa atingiram os índices mais elevados. Isso confirma a tese de Wallon de que, quando a criança se sente segura afetivamente, sua capacidade cognitiva e criativa é ampliada. As "Rodas de Conversa" e as "Oficinas Expressivas" foram os momentos em que as crianças demonstraram maior facilidade em organizar sua experiência de mundo. Rompimento com a Educação Bancária: A alta taxa de autonomia (conforme o gráfico) reflete a ruptura com o modelo criticado por Freire, uma vez que os alunos deixaram de apenas reproduzir modelos prontos para criar seus próprios significados nos murais artísticos. Vínculo e socialização: A colaboração nas atividades de gamificação fortaleceu o vínculo entre educador e educando, reduzindo conflitos e aumentando a escuta ativa durante as práticas. A discussão desses resultados revela que a arte não é um elemento decorativo, mas uma linguagem viva. A eficácia das metodologias ativas (como a ABP) ficou evidente no engajamento dos estudantes, que passaram a perceber a escola como um espaço de criação e não apenas de repetição. Os dados coletados revelam que a metodologia da "arte afetiva" foi eficaz em todas as frentes avaliadas, com destaque para a autonomia nas tarefas (85%): Este foi o índice mais alto registrado, indicando que quase a totalidade dos alunos se conectou profundamente com as propostas, demonstrando prazer e presença nas atividades. Expressão Criativa (65%): A liberdade de criação permitiu que os estudantes explorassem novas linguagens e formas de se comunicar através da arte. Interação Social (68%): Houve uma melhora significativa na colaboração entre os pares e na troca de experiências durante o processo artístico.  Autonomia nas Tarefas (85%): Mesmo sendo crianças pequenas (Pré I), o índice de 85% mostra que a intervenção fortaleceu a confiança individual para realizar escolhas e executar as atividades com independência. Para uma melhor compreensão destacamos o gráfico abaixo:

 


Fonte: Dados da pesquisa (2026) amostra: n = 18 - A análise desses dados permite inferir que a aplicação de metodologias ativas, quando sustentada pela afetividade, produz resultados que vão além da simples execução de tarefas artísticas. O elevado índice de engajamento emocional e expressão criativa (conforme demonstrado graficamente) ratifica que a criança, ao ser colocada como protagonista de seu aprendizado, desenvolve uma relação mais intrínseca e significativa com o conhecimento. Assim, os resultados aqui discutidos confirmam a viabilidade e a importância de práticas pedagógicas que considerem a totalidade do indivíduo, unindo o sentir ao pensar no cotidiano da educação infantil. CONSIDERAÇÕES FINAIS - A presente pesquisa permitiu concluir que a integração da arte no ambiente escolar, sob a ótica da Pedagogia do Afeto e das Metodologias Ativas, não é apenas uma escolha didática, mas uma necessidade para o desenvolvimento pleno da criança. Ao entrelaçar as teorias de Wallon, Vygotsky, Piaget e Freire, percebe-se que o ato de aprender é um fenômeno multidimensional que transcende a mera cognição. Diante dos resultados apresentados, observa-se que a intervenção superou as expectativas iniciais, atingindo índices de engajamento emocional de 63% e expressão criativa de 65% entre os 18 estudantes do Pré I. Esses dados não são apenas estatísticos, mas refletem uma mudança qualitativa no cotidiano escolar, onde a afetividade serviu como ponte para a construção da autonomia (80%) e o fortalecimento das interações sociais (85%) em tão pouco tempo. Nesse contexto 'Arte Afetiva' validou-se como uma metodologia eficaz para o desenvolvimento integral na educação infantil, demonstrando que, ao priorizar o acolhimento e a livre expressão, o processo de aprendizagem torna-se mais fluido, significativo e participativo. Em síntese, a arte na educação escolar é uma ferramenta poderosa para promover o desenvolvimento integral da criança. É fundamental que os professores e educadores reconheçam a importância da arte na educação e incorporem práticas pedagógicas que valorizem a criatividade, a expressão e a interação social. Dessa forma, podemos contribuir para a formação de crianças mais criativas, críticas e autônomas, capazes de enfrentar os desafios do século XXI. Wallon e a Afetividade, confirmou-se que a emoção é o combustível da inteligência. A arte oferece o ambiente seguro para que a criança expresse sua psicomotricidade e afetividade, elementos centrais para a construção do "eu", por sua vez Vygotsky e a Mediação, a arte nas metodologias ativas funciona como uma ferramenta cultural poderosa. Através da interação social e da Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), a criança deixa de ser espectadora para se tornar coautora do conhecimento. Piaget e a Construção do Real: A prática artística permite que a criança assimile e acomode novos esquemas mentais. O "fazer artístico" é um exercício de autonomia e de resolução de problemas, respeitando os estágios de desenvolvimento cognitivo. Enquanto Freire e a Autonomia, a metodologia ativa, aliada à arte, reflete a educação libertadora. Transformar o aluno em protagonista de sua própria criação artística é, em essência, dar-lhe voz e consciência crítica sobre sua realidade. Por fim, as evidências sugerem que, quando a escola adota uma postura afetiva e ativa, a arte deixa de ser uma "disciplina acessória" para se tornar o eixo integrador do currículo. O resultado é uma criança mais resiliente, criativa e capaz de colaborar. A educação escolar, portanto, deve ser um espaço de humanização, onde o afeto não é o oposto do rigor acadêmico, mas o alicerce que o torna possível. Conclui-se que educar através da arte é garantir o direito da criança de descobrir o mundo e a si mesma com sensibilidade e autonomia.

REFERÊNCIAS

ALVES, Rubem. A alegria de ensinar. 13. ed. Campinas: Papirus, 2001.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília: MEC, SEB, 2010.

BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. SECRETARIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Volume 1. Brasília. 1998.

FOCHI, Paulo. A arte na educação infantil: uma forma de linguagem e expressão. Observatório da Cultura Infantil (OBECI) 2020.

FOCHI, Paulo. Ludicidade, continuidade e cotidianidade na educação infantil. Porto Alegre: Mediação, 2020.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

LURCAT, Liliane. A educação ativa na pré-escola. São Paulo: Editora Ática,1982.

PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.

_______. Biologia e Conhecimento. Petrópolis: Editora Vozes, 1973.

_______. Relações entre a afetividade e a inteligência no desenvolvimento mental da criança. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2014.

VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

_______. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

_______. Psicologia da arte. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

WALLON, Henri. A evolução psicológica da criança. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

 

Veja mais Arte na Escola aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 



sábado, 11 de julho de 2026

TEMAS DE DEBATES CONTEMPORÂNEOS

 

 Imagem: Acervo ArtLAM.

 

TEMAS DE DEBATES CONTEMPORÂNEOS – Reflexões de célebres personalidades por meio de suas obras, pensamentos e feitos sobre temas que vão desde das Neurociências, passando por ativismo, injustiça, crise climática, sustentabilidade, violência, ecofeminismo, simbiossexualidade, entre tantos outros. Confira.

 

A ÁFRICA PRECISA DE DIAGNE MBENGUÉ

 

A CAMINHADA & O LUGAR DE CHARLES EISENSTEIN


A INJUSTIÇA DE SHUBIGI RAO

 

A MULHER & A REPRESSÃO DE ABNOUSSE SHALMANI

 

A VIDA & O VIVER DE MIN JIN LEE

 

APELO À PAZ, AO AMOR E À ALEGRIA DE FRANÇOISE VERGÈS

 

ATIVISMO DE DOLORES HUERTA

 

BANALIZAÇÃO DA VIDA HUMANA DE ROSA MECHIÇO

 

BEM-VINDO À BIBLIOTECA DE HWANG BO-REUM

 

CAPITALISMO DE ANITA PRESTES

 

CAPITALISMO CANIBAL DE NANCY FRASER

 

COMO NÃO FAZER NADA: RESISTINDO À ECONOMIA DA ATENÇÃO DE JENNY ODELL

 

CONSEQUÊNCIAS DOS ATOS DE ANA SOFÍA GONZÁLEZ

 

COLEÇÃO DE DELFOS DE MARIE CORELLI

 

CONSUMISMO & SOCIEDADE DE REBECCA GOLDSTEIN

 

CRISE CLIMÁTICA DE SOPHIA KIANNI

 

CUSTO DE VIDA DE DEBORAH LEVY

 

DEIXE PRA LÁ & A TEORIA DO "DEIXE-OS" DE MEL ROBBINS

 

DESCONTENTAMENTOS DE ISABEL WILKERSON

 

DESENVOLVIMENTO & SUSTENTABILIDADE DE MEDHA PATKAR

 

DEUSA CIENTISTA KANANDA ELLER

 

ECOFEMINISMO MATERIALISTA DE ARIEL SALLEH

 

EFEITO TELÔMERO & REJUVENESCIMENTO LONGEVO & SAUDÁVEL DE ELIZABETH BLACKBURN

 

ESCRITOS POLÍTICOS DE FRANTZ FANON

 

EXPLORAÇÃO DOURADA: EMPREGADOS & RICAÇOS DE ALIZÉE DELPIERRE

 

FILOSOFIA TERAPÊUTICA DE DIANA AURENQUE

 

FIM DA LITERATURA DE TEOLINDA GERSÃO

 

FUTURISMO & TECNOLOGIA DE MARTHA GABRIEL

 

GUIA DE SOBREVIVÊNCIA A BURACOS NEGROS DE JANNA J. LEVIN

 

INCLUSÃO DE CLAUDIA WERNECK

 

INDÍGENAS & DITADURA MILITAR DE RODRIGO LINS BARBOSA

 

LIDERANÇA EM TEMPOS TURBULENTOS DE DORIS KEARNS GOODWIN

 

LIGAS CAMPONESAS & GOLPE DE 1964 DE VANDECK SANTIAGO

 

LINGUAGEM DO FANATISMO DE AMANDA MONTELL

 

MATÉRIA ESCURA DE KATHERINE FREESE

 

MINHA VIDA NA ESTRADA DE GLÓRIA STEINEM

 

MISSÃO ECONÔMICA DE MARIANA MAZZUCATO

 

MUDANÇAS CLIMÁTICAS DE ALEXANDRIA VILLASEÑOR

 

MULHER, CIÊNCIA & FAMÍLIA DE CAROL VIVIEN ROBINSON

 

MULHERES & OBJETIVOS GLOBAIS DE ALAA MURABIT

 

NAUFRÁGIO DA CIVILIZAÇÃO DE AMIN MAALOUF

 

NEGRITUDE SEM IDENTIDADE DE ÉRICO ANDRADE

 

ORAÇÃO SEM DEUS DE KARIMA ZIALI

 

PERSPECTIVA RADICAL, CARLO ROVELLI

 

PASSADO, PRESENTE, FUTURO DE INGRID KOUDELA

 

QUEBRANDO LIMITES DE JOHAN ROCKSTRÖM

 

QUEM SOU & O QUE É VOCÊ DE JUDITH GODRÈCHE

 

RENDA BÁSICA, PHILIPPE VAN PARIJS

 

RESISTINDO À BARBÁRIE NOS TEMPOS CATASTRÓFICOS DE ISABELLE STENGERS

 

SABEDORIA & SENSO COMUM DE MAYIM BIALIK

 

SER LIVRE DE ZADIE SMITH

 

SIMBIOSSEXUALIDADE DE SALLY W. JOHNSTON

 

SISTEMA NERVOSO DE LINA MERUANE

 

SOCIEDADE, CULTURA & CELEBRIDADES DE HEATHER MILLS

 

SUPERANDO A CERTEZA DE JANET MOCK

 

TERRA DE SANGUE, SANGUE NA TERRA DE GIVA SILVA

 

TODOS PODEM APRENDER DE ESTHER PILLAR GROSSI

 

VIOLÊNCIA DO TERRORISMO DE SAMIRA MAKHMALBAF



sábado, 28 de março de 2026

ARTEXPRESSÃO - ARTE NA ESCOLA

 

 

ARTEXPRESSÃO – O projeto ArtExpressão: trabalhando arte para a criatividade nos alunos dos anos finais do Ensino Fundamental realiza-se desde de 2023, com atividades desenvolvidas no Observatório de Linguagens, da Semed-Palmares (PE).

Neste ano, entre os meses de maio e novembro, foram realizados encontros que contemplam a atividade artística no processo de formação e desenvolvimento do adolescente, por meio da utilização de recursos técnicos e artísticos. Traz como proposta a realização de atividades teórico-práticas, dinâmicas e vivências com professores de Língua Portuguesa & Artes da Rede Pública Municipal de Ensino, no sentido de promover efetivamente a criatividade motivadora e a superação da timidez entre os alunos dos 5º aos 9º anos do Ensino Fundamental, para que estes possam com autonomia e diligência atuar expressivamente nas áreas das Artes, notadamente da Poesia, do Conto e da Crônica, nas Olimpíadas da Linguagem.

SINOPSE: Com foco numa melhor performance dos alunos nas Olimpíadas de Linguagem, as atividades com os professores de Língua Portuguesa visam a obtenção de recursos teórico-práticos para desenvolvimento da criatividade e superação da timidez entre os alunos dos anos finais do Ensino Fundamental, da Rede Pública Municipal.

As atividades têm como público-alvo: Professores de Língua Portuguesa e Artes – do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental, da Rede Pública Municipal, destacando a importância da Arte no desenvolvimento do processo criativo de alunos dos anos finais do Ensino Fundamental, promovendo entre os professores a realização de atividades teórico-práticas que ofertem recursos para promover a criatividade motivadora e a superação da timidez entre os discentes envolvidos.

Justifica-se a realização deste curso pela importância do trabalho do professor na realização de práticas que possam auxiliá-los na construção de simbolismos e reflexões, oportunizando a promoção de um novo tipo de pensamento, por meio de uma visão teórico-crítica acerca do papel da Arte, no sentido de agregar conhecimentos construtivos e saídas possíveis para a ação profissional.

O objetivo geral se inscreve na compreensão sobre as contribuições das atividades artísticas, por meio de fundamentos metodológicos, no desenvolvimento dos alunos do Ensino Fundamental. Especificamente objetiva proporcionar aos professores recursos e técnicas práticas no sentido de propiciar o desenvolvimento da criatividade e liberdade de expressão, superação da timidez e, ao considerar aspectos cognitivos, possa proporcionar habilidades que se encontrem articuladas às atitudes, às características e às motivações oriundas da interação do aluno com o mundo e os transforme em sujeitos sociais, críticos e integrados aos processos educacionais, por meio de técnicas que facilitem o seu aprendizado. Assim as atividades promovidas objetivam a ampliação na percepção de si; minimizar a inibição; aumento da capacidade expressiva; elaboração de emoções e a sua compreensão; aumentar a autoconfiança; conexão com os desejos; melhora na autoimagem; desenvolvimento da criatividade; e atitude positiva frente à vida.

EMENTA & CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Os temas abordas tratam sobre a arte e a criatividade artística. Características criativas: fluência, variedade e flexibilidade, originalidade, elaboração, sensibilidade a problemas, redefinição e tolerância à ambiguidade. Exercícios de criatividade, Teste de Torrance. A imaginação e o imaginário. A invenção e reinvenção. Ler e a arte da leitura. Falar e a arte de contar, o narrador-contador de história. Califasia: a arte de dizer. O aparelho fonador. Exercícios e técnicas vocais. Exercícios de respiração. A arte da Poesia. Exercícios de leituras poéticas. A Arte do Conto e da Crônica. A arte de contar. Exercícios de contação de história. A poesia, o conto e a crônica - performance audiovisual. O roteiro. A atuação. A filmagem. A edição do vídeo.

Todos os encontros obedeceram a exploração de temáticas definidas.

TEMÁTICA – Introdução ao olhar. PROBLEMÁTICA: O que o texto ou a imagem representa... Aplicação de questionário definidor do perfil dos participantes. Leitura de texto introdutório para reflexão. Debate. Análise de fotografias do cotidiano e fotos artísticas Imagens de inserções publicitárias, manchetes do noticiário, cenas do cotidiano Debate e análise do material apresentado Realização de atividade escrita e apresentação oral acerca da temática apresentada. Avaliação.

TEMÁTICA – O olhar no mundo. PROBLEMÁTICA: Como vejo o mundo... Aplicação questionário, visando o resultado do encontro anterior. Leitura de texto introdutório para reflexão. Análise de cenas teatrais e de cinema. O processo criativo e a arte. Debate e análise do material apresentado. Realização de atividade escrita e apresentação oral acerca da temática apresentada. Avaliação.

TEMÁTICA: O olhar, a estética e a educação. PROBLEMÁTICA: O mundo se mostra e vemos... antes e agora! Aplicação de questionário. Leitura de texto introdutório para reflexão. Análise de clips musicais, intervenções artísticas, performances e instalações. O olhar e o pensamento reflexivo, o sujeito e o outro, a individualidade e a coletividade, a singularidade e a universalidade. A estética e as muitas linguagens da arte contemporânea. Debate e análise do material apresentado. Realização de atividade escrita e apresentação oral acerca da temática apresentada. Avaliação.

TEMÁTICA: A arte e a leitura do mundo onde estamos... PROBLEMÁTICA: Quem somos nós no mundo... Aplicação questionário avaliador. Leitura de texto introdutório para reflexão. Revisão do material apresentado nas aulas anteriores procurando interconexão entre a educação estética, educação linguística e as mais diversas linguagens artísticas contemporânea para leitura do mundo, escrita e expressão individual. Debate sobre o desenvolvimento de capacidades cognitivas diante das características conceituais estéticas, o discernimento, a criatividade e a inovação. Realização de atividade escrita e apresentação oral acerca da temática apresentada. Avaliação do curso. Encerramento.

PERSPECTIVAS COM A REALIZAÇÃO DO CURSO: Possibilitar interação entre os participantes e as diversas linguagens artísticas com o objetivo de introdução de uma noção de educação estética e linguística, que envolvam o olhar e todos os demais sentidos com relação ao sujeito e o outro, as relações sociais; Proporcionar visão e leitura crítica acerca das possibilidades interpretativas do fazer artístico e das suas diversas linguagens de expressão; Promover a percepção de professores e, consequentemente, dos alunos no que tange à compreensão estética das múltiplas linguagens artísticas e o desenvolvimento de olhares para expressão da singularidade, no contexto da criatividade e da inovação; Incentivar a leitura de mundo por meio de visão crítica das expressões artísticas e do cotidiano; e Promover as potencialidades e aptidões artísticas entre professores e, consequentemente, ente os alunos, no sentido de fomentar a prática da escrita e da expressão individual resultando da interação entre o sujeito e o mundo que o cerca.

PERFIL DOS PROFESSORES & OS SEUS ALUNOS - Os alunos dos anos finais do Ensino Fundamental são identificados no contexto de um processo natural de transição (dentro das etapas do desenvolvimento humano) que se prolonga da infância até a adolescência, com duração entre os 10-12 anos até aproximadamente os 20 anos de idade, quando ocorrem inúmeras mudanças físicas e psicológicas, desde as identificadas como rituais de passagem da infância para a fase da puerícia, até a busca de uma nova identidade em construção na adolescência. A rede de influências nesta faixa etária possui fatores diversos que incidem sobre o desenvolvimento do adolescente, que vão desde as escolhas, intensidades de emoções e sentimentos, afetos e preferências, as exigências da forma como agir, autonomia e as responsabilidades, consequências dos seus atos, a necessidade de profissionalização e a preparação para o futuro. Este processo acentua a pressão numa intensidade que corroboram inseguranças, dúvidas e angustias.

Para tanto, a Base Nacional Curricular Comum (Brasil, 2017), apresenta a proposta didática para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental que supera a dicotomia entre conhecimento e educação, ressaltando a importância da aplicação dos conhecimentos adquiridos na escola na vida cotidiana assim como seus impactos emancipatórios. Em relação aos anos finais do Ensino Fundamental, têm-se alunos matriculados entre o 6° e o 9º ano, que apresentam uma variação de idade na entrada (dos 11 aos 14 anos de idade) que transitam da infância à adolescência. Estes alunos, em sua grande maioria, se mostram tímidos. AS CAUSAS DA TIMIDEZ: Medo de não ser aceito; insegurança; A socialização - É comum encontrar pessoas que possuem poucos amigos. Um dos motivos para isto é a dificuldade de se socializar. E, quando passa por situações em que tem a necessidade de interagir, retraí e torna-se cada dia mais tímidos e solitários. A atenção das pessoas - Todo mundo gosta de receber a atenção e reconhecimento das pessoas; isso é um fato. Quando isso não acontece, é comum a sensação de que não se é importante. Consequentemente, a autoestima cai assustadoramente, influenciando bastante a timidez. A luta pela perfeição - Uns mais, outros menos. A verdade é que todo mundo gosta sempre de acertar. Porém, algumas pessoas são tão influenciadas por isso que acabam sentindo medo de arriscar para, simplesmente, não errar. Isso causa retrocessos em nas ações e a timidez.

A ARTE - A Arte permeia a interação humana, uma vez que se apresenta como “o social em nós, e se o seu efeito se processa em um indivíduo isolado, isto não significa, de maneira nenhuma, que as suas raízes e essência sejam individuais” (Vygotsky, 1999, p. 315). Ou mais ainda: “a arte é trabalho do pensamento, mas de um pensamento emocional inteiramente específico” (Vygotsky, 1999, p. 57). Por conta disso, a Arte tem por finalidade a reconstrução da relação do indivíduo com as experiências sociais experimentadas, expostas às contradições entre conteúdo e forma, mais contraposições de sentimentos resultantes de novos sentidos, para se tornar uma forma de expressão dos sentimentos individuais e sociais por meio do processo de criação, fruto da criatividade e da imaginação. E, por consequência, uma forma criativa e dinâmica de transformação das realidades e das experiências vividas pelos sujeitos. Por sua vez, a criatividade que permeia a Arte e o seu ensino apresenta-se como um conceito importante na constituição humana, resultante da interação de fatores individuais e ambientais, que envolvem aspectos cognitivos, afetivos, sociais, culturais e históricos, numa direta interação do sujeito com o seu meio. Os efeitos terapêuticos da produção artística para o desenvolvimento psicossocial de adolescentes, possuem efeitos benéficos destacados em oito categorias: expressividade, revisão da identidade, ampliação de competências pessoais, empoderamento, reconquista da esperança, concretização de planos, sociabilidade e minimização de aspectos negativos de timidez.

Na categoria empoderamento, foram agrupadas as repercussões associadas à promoção da autonomia do jovem e ao protagonismo deste na própria vida e em sua trajetória, dentre as quais: aumento da autoestima e do valor próprio, confiança na própria capacidade de resolução de problemas e desenvolvimento de estratégias próprias para enfrentamento do seu dia a dia. Ademais, podem se sentir no controle da própria vida e observam a produção artística como algo necessário para lidar com as limitações impostas pela idade.

Na categoria sociabilidade, a interação e a formação de vínculo, que permitem o compartilhamento de ideias e de experiências, e geram oportunidades para conhecer pessoas com experiências similares. Destacam-se o desenvolvimento de habilidades de comunicação, com diminuição da timidez e aumento da confiança, e o surgimento de um senso de pertencimento social, uma vez que passam a se sentir socialmente aceitos, incluídos e parte da comunidade.

Na categoria expressividade, os efeitos mais destacados são a expressão de memórias e de sentimentos negativos ou opressivos e a menor dificuldade para falar de si, usando as obras produzidas como facilitadoras. A autodescoberta, o desenvolvimento de identidades renovadas e o processamento e ressignificação de experiências passadas são alguns dos benefícios da categoria revisão da identidade.

Na categoria conquista e reconquista da esperança, destacam-se a renovação da esperança no futuro, a vontade de crescer e avançar, e o desenvolvimento de um senso de propósito na vida a partir da arte. Veja mais Arte na Escola aqui, aqui, aqui & aqui.

 


ARTEXPRESSÃO - COMUNICAÇÃO CORPORAL, NÃO-VERBAL - Procura o desenvolvimento de capacidades e habilidades pessoais de maneira que ela consiga expressar melhor ideias e sentimentos por meio de palavras e do próprio corpo. O teatro, por exemplo, poderá ajudá-lo a ser uma pessoa mais assertiva na comunicação, a expressar seus pensamentos de modo muito mais interessante para aqueles que o ouvem. O que consequentemente torna a pessoa mais confiante, proativa e feliz consigo mesma. Ao mesmo tempo, o ajudará a compreender as diversas formas de expressão do outro, inclusive as não verbais.

ATIVIDADES PRÁTICAS: Atividades de desenvolvimento e aprimoramento da capacidade de explanar ideias de forma clara, objetiva e confiante ou, ainda, saber o que fazer para improvisar quando necessário; trabalhar os pontos que impedem a pessoa de se relacionar, expressar e se comunicar melhor, como as ansiedades e dúvidas; diminuir os obstáculos que dificultam a relação e a comunicação eficiente da pessoa em seu cotidiano. Imaginar algum objeto de valor e trabalhar em cima da imaginação. Esta habilidade é fruto de técnica e treinamento, e mesmo a pessoa mais introvertida pode adquiri-la.

ATIVIDADES COM BASE EM TÉCNICAS TEATRAIS: O processo de superação da timidez acontece mediante as relações estabelecidas pelo jogo teatral, método utilizado por diretores de grupos e professores para que haja sinergia entre os atores em cena. O processo de dramatização exige do homem diversas habilidades: voz, expressão corporal e facial, riqueza do texto e de sua interpretação. Em resumo, procura-se incentivar a: Agir com confiança - Forçar-se. Arrisque-se - Transformar a timidez em um sentimento a seu favor. Tentar coisas novas, mesmo as que o deixam ansioso - Sair da zona de conforto. Exercite a fala. Esqueça o medo de ser julgado - Aceitar-se do jeito que você é. Esteja sempre atento à sua percepção das coisas. Evite o rótulo da timidez - Divertir-se consigo mesmo. Conheça seus pontos fortes - Respeitar-se. Um momento ruim não significa um dia ruim. Nomeie e liste seus medos e problemas com a timidez. Planeje suas interações futuras. Seja curioso sobre os outros e com tudo. E suavize seu diálogo interior.

Desta forma, o projeto traz por proposta proporcionar inicialmente aos professores e, posteriormente, aos alunos, discussões e análises das mais diversas linguagens artísticas, no sentido de promover olhares e a percepção dos demais sentidos diante da obra artística, jornalística e cotidiana, na perspectiva de incentivar as potencialidades e aptidões dos alunos, no tocante à leitura, escrita e expressão, observando-se a dimensão da singularidade diante da universalidade, e da individualidade perante a coletividade. Veja mais ArtExpressão aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 


O POEMA & A POESIA - Retomando as atividades em abril de 2024, teve prosseguimento o processo de formações ArtExpressão sobre os gêneros textuais Crônica, Contos & Memórias Literárias, todas realizadas no auditório do Observatório de Linguagens – Centro de Formação Prof. Douglas Marques, a formação Poema/Poesia, com os professores dos 1º aos 9º anos do Ensino Fundamental da rede pública municipal, ocasião em que foram distribuídos 2 questionários em cada turno, sendo o 1º questionário aplicado no início das atividades e o 2º no final da formação, contando com a participação de 36 professores. Neste encontro abordou-se a temática O Poema e A Poesia, A arte poética – Aristóteles, A arte da poesia – Pound, Maiakovski, Eliot, o que é poema e o que é poesia? Leitura poética & Leitura dramática, a leitura literária é um exercício ético e estético. A palavra, a respiração, a dicção, a observância linguística e estilística. A prosódia, a leitura dramática. Por que ler? Por que ler poesia? Exercícios de leitura. Por que recitar/declamar poesia? O falar e o dizer. Exercícios para falar. Exercícios para dizer. Exercícios de leitura (recitação, declamação, leitura dramática). A arte de se expressar (Califasia). A performance.



A CRÔNICA – O encontro formativo ocorreu nas dependências do Centro Municipal de Formação no dia 22/05/2024, com o público alvo de 26 professores de linguagem e artes, do 6º ao 9º ano. Abordou-se a Temática “Crônica”, sua vivência em sala e na comunidade discursiva do estudante. Apresentou-se durante o encontro possibilidades de aplicação pedagógica de ações propicias ao desenvolvimento do estudo do Gênero Crônica em sala de aula e sua relação com o mundo discursivo dos estudantes na perspectiva de uma formação social consciente. A exemplo do que ocorrera na formação de Poema/Poesia, igualmente foram distribuídos 2 questionários com perguntas abertas, um antes e o outro depois da formação, para avaliação tanto do aprendizado quanto à primeira formação e, por conseguinte, aferir e avaliar o desempenho de aprendizagem dos professores durante os trabalhos. Os questionários tratavam sobre a noção acerca do gênero textual crônica, sua distinção com o poema/poesia, a sua definição, a importância da leitura e, consequentemente, a importância de ministrar conteúdos aos alunos sobre o referido e os demais gêneros textuais.

CONTOS – Este encontro realizou-se no dia 04/07/2024, apresentando-se as peculiaridades e propostas de trabalho pedagógico com o Gênero Conto nas aulas de Linguagem, visando a despertar no adolescente a curiosidade e o gosto pela leitura de Contos. Quais principais autores brasileiros, atividades sugestivas e uma conceituação cristalina do Gênero apresentado. Durante a formação foram efetuadas atividades de revisão dos gêneros textuais poema/poesia e crônica, ocasião em que foram expostas as características e pertinências atinentes aos gêneros estudados. Foram realizadas diversas atividades de leitura e de identificação do gênero textual, bem como a resposta de um questionário avaliativo aplicado durante o processo de formação, com a participação de 9 professores.



MEMÓRIAS LITERÁRIAS -
A formação concernente ao gênero textual Memórias Literárias ocorreu nos dois turnos do dia 31 de julho de 2024. Na ocasião foram revisados conteúdos acerca dos gêneros textuais Poema/Poesia, Crônica, Conto e aprofundamento acerca das peculiaridades atinentes às Memórias Literárias. Durante o processo formativo foram realizadas diversas atividades de leitura, debates acerca da distinção de cada gênero textual, as peculiaridades e especificações próprias do gênero textual Memórias Literárias, com exercícios práticos e debates. Ao final da formação foi solicitado que cada um dos professores participantes fizessem uma avaliação acerca de todo processo formativo, elegendo pontos positivos e negativos, bem como sugestões a serem consideradas, obtendo-se o seguinte resultado: 9 professores. Durante a formação os professores participaram efetivamente das atividades, questionaram os conteúdos, exercitaram as sugestões de práticas elencadas para utilização em sala de aula e, por fim, efetuaram uma avaliação de todo processo formativo ocorrido nas atividades de ArtExpressão. Além da apresentação lúdica, expositiva e investigativa dos conceitos, características e função social do Gênero em destaque, sempre de forma clara e participativa, construiu-se uma reflexão do aprendizado, das ações, dúvidas dos quatro gêneros vivenciados. Poema, Conto, Crônica e Memórias. Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

 


LER BEM – Durante o ano de 2025, os professores participantes do ArtExpressão realizaram uma série de atividades em sala de aula.

Em maio iniciaram os preparativos para os alunos que participaram do Ler Bem, realizando-se uma série de atividades de preparação com os alunos participantes.

Outras atividades foram desenvolvidas pelos professores que participaram do ArtExpressão, a exemplo da atividade desenvolvida no CAIC – Palmares (PE), pela professora Fátima Portela, com a temática: O que é arte? Envolvendo os alunos do 8° Ano C e do 6° Ano B, da Escola- Caic.

A atividade desenvolvida na Escola Ivonete Ferreira, pela professora Luciana Girlan, na qual os alunos desenvolveram atividades de criação artística, com realização de pintura, desenhos, entre outras atividades.

A apresentação em junho dos alunos na Escola Municipal Rosemiro Rodrigues de Barros, sediada no distrito de Santo Antônio dos Palmares, do projeto Viagem ao mundo da leitura e da escrita, pelo professor Fábio Santos, no qual os alunos apresentaram as obras Gabriela Cravo e Canela, Tieta do Agreste e Dona Flor e seus dois maridos, do escritor Jorge Amado, com performances que envolviam a biografia do autor, leitura crítica e exibição em em cordel das obras escolhidas. O evento contou com o apoio e participação dos professores e da gestora Marizene que, na ocasião, fez apresentação da Sala Multifuncional, da biblioteca, do Laboratório de Ciências, do espaço para exibição de Vídeos e Cineclube, entre outras dependências do educandário e atividades desenvolvidas no turno de regime integral.

A iniciativa da professora Fátima Portela, desta vez com a participação dos alunos do 8º Ano C, da Escola Caic, na confecção de brilhantes xilogravuras, depois de uma aula sobre esta arte secular e bastante popularizada no Nordeste brasileiro, entre os cultores da Literatura de Cordel.

A apresentação de arte da aluna Niely Ricassia, do 8º Ano, da Escola Municipal Ivonete Ferreira Lins durante a Feira Pedagógica – Cultura Afro, iniciativa da professora Luciana Girlan.

Os alunos dos 6º anos B, C, D e E do Colégio Municipal Fernando Augusto Pinto Ribeiro, realizaram atividades de Fantoche & Teatro, coordenados pelas professoras de Artes, Hércilia Vasconcelos e Maria José Gomes da Silva. E a aluna do 5º ano A, do Colégio Dimensão, Lunna Sophia, de 11 anos de idade, escreve demonstrando os seus pendores literários.

Os alunos do 9º B e 8º C da Escola Caic, sob a supervisão da professora Fátima Portela, e os alunos do 7º ano A, da Escola Ivonete Ferreira Lins, sob orientação da professora Luciana Girlan, realizaram atividades de Arte Afro, por ocasião das comemorações do Dia da Consciência Negra, em Palmares (PE). Foram atividades de pinturas em telha, confecção de máscaras e pequenos quadros com a temática.

A iniciativa das professoras Fátima Portela e Luciana Flávia, os alunos do 6º ao 9º, da Escola CAIC José do Rego Maciel, de Palmares (PE), apresentaram no último dia 27 de novembro, a culminância do projeto Afro-Indígena, com a temática “Nós criamos o mundo, só esqueceram de contar”. A exposição contou com apresentações da linha do tempo com a história e arte afro-indígena, leituras, capoeira e um destaque para a obra Quarto de Pensão, da escritora Carolina Maria de Jesus.

Além disso, as atividades do Clubinho de Leitura, da Escola Dermeval Miranda, no qual a professora Ana Paula da Silva Uchôa Rodrigues, composto por um grupo de 7 alunas do 4º ano dos Anos Iniciais, a exemplo das alunas Ana Beatriz da Silva Mota, Clara Netilly Lins de Moraes, Danielly Louise Constantino da Silva, Emily Sophia Oliveira da Silva, Maria Heloísa Alves da Silva, Maria Vitória da Silva Barbosa e Nallany Letícia Lopes dos Santos. Diariamente, durante o período de descanso, o grupo se reúne no espaço em frente à sala dos professores, transformando-o em um verdadeiro ponto de encontro para a literatura. As atividades são conduzidas de forma autônoma e criativa pelas próprias alunas. Elas se dedicam à leitura e escuta de diversas histórias, aprimorando suas habilidades de interpretação e fluidez. Em seguida, as meninas se tornam verdadeiras "agentes de propaganda", elaborando pequenas apresentações orais para provocar o gosto pela leitura nos estudantes mais novos, do 1º ao 3º ano. A forma de expressão utilizada por elas valorizando o que há nos livros, destacam os pontos mais divertidos ou emocionantes, sendo, pois, uma das estratégias mais eficazes para atrair a atenção dos pequenos. Essa dinâmica tem fomentado um notável desenvolvimento de habilidades em nossas estudantes. A prática contínua de leitura e a necessidade de comunicar as histórias de forma atraente têm fortalecido suas práticas de produção textual e oral. Durante esses encontros, o incentivo à leitura se alia ao diálogo e à troca de ideias. Os temas das histórias são discutidos, surgem reflexões, e o momento da fala se transforma em um espaço rico de interação, no qual a escuta, a expressão e o respeito pelo outro são constantemente valorizados. Veja mais aqui.

 

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