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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

SEMINÁRIO: O DESEJO E SUA INTERPRETAÇÃO, DE JACQUES LACAN


[...] Um poeta, Desire Viardot, numa revista em Bruxelas, por volta de 51-52, sob 0 titulo Phantamas, propôs esse pequeno .enigma fechado (vamos ver se um grito da assistência vai nos mostrar logo a chave): «A mulher term na pele um grão de fantasia», este "grão de fantasia" que é seguramente aquilo de que se trata um grau firme das contas, nisso quer modula e modela as relações do sujeito com aquele a quem ele demanda, seja quem for. E sem duvida não é por nada que no horizonte tenhamos encontrado 0 sujeito que contem tudo, a mãe universal, e que possamos por vezes nos enganar quanto a essa relação do sujeito com 0 todo que seria 0 que lhes seria desvendado pelos arquetipos analiticos. Mas e bem de outra coisa que se trata. E da abertura, e da hiancia sobre este algo de radicalmente novo que introduz todo 0 corte da fala. Aqui não e apenas da mulher que devemos almejar este grao de fantasia (ou ... este grão de poesia), é da propria analise.

O DESEJO E SUA INTERPRETAÇÃO – O livro Seminário: o desejo e sua interpretação, de Jacques Lacan, é composto de vinte e sete lições que abordam a análise e a psicoterapia, o desejo, a transferência, a tradição hedonista da moral, a psicanálise, a estrutura da cadeia significante, o grafo, os sonhos e os desejos, o sonho é uma metáfora, a elisão, Sartre, a realidade humana e o prazer, Anna Freud, a dor de existir, a negação, o desejo e a função da constituição do desejo, masoquismo, satisfação do desejo, a interpretação do desejo, Ella Sharpe, Lewis Carroll, homologia, Descartes e Cristina da Suécia, a relação da mulher ao falo, Eros, entre outros assuntos.

REFERÊNCIA
LACAN, Jacques. O desejo e sua interpretação. Porto Alegre: Associação Psicanalítica, 2002.

Veja mais aqui.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

O SEMINÁRIO – AS FORMAÇÕES DO INCONSCIENTE, DE JACQUES LACAN


AS FORMAÇÕES DO INCONSCIENTE – O livro O seminário: as formações do inconsciente, de Jacques Lacan, trata na primeira das estruturas freudianas do espírito, tratando sobre o familianário, o fátuo-milionário, o miglionário, o bezerro de ouro, pouco-sentido e o passo-de-sentido, uma mulher de não-perber, abordando o esuema de Witz, o espírito e suas tradições nocionais, a sanção do outro, o que só se vê olhando para outro lugar, a substituição, ruínas e centelhas metonímicas, de Kant a Jakobson, a moça e o conde, a necessidade e a recusa, a diplopia de Maupassant, o descentramento de Fenéon, os nós da significação e do prazer, exorcizar o tema do pensamento, Queneau  me contou uma história, a duplicação do grafo, o riso fenômeno imaginário, um outro todo seu, o retorno ao gozo em Aristófanes e o amor cômico, entre outros assuntos. Na segunda parte trata da lógica da castração, abordando a foraclusão do nome-do-pai, a sra. Pankow expõe o Double bind, a tipografia do inconsciente, o outro dentro do outro, a psicose entre código e mensagem, triangulo simbólico e imaginário, a metáfora paterna, o supereu, a delicada qiestão do Édipo invertido, o falo como significado, as dimensões da outra coisa, os três tempos do Édipo, a criança assujeitada, o falo metonímico, o lindo bilhete de La Châtre, clinica da homossexualidade masculina, da imagem do significante no prazer e na realidade, o paradoxo de Winnicott, impasses do Kleinismo, da urbild ao ideal, a moça que quer se chicoteada, a fantasia para além do principio do prazer, o hieróglifo do chicote, a lei de Schlag, a reação terapêutica negativa e o pretenso masoquismo feminino. Na terceira parte trata do valor de significação do falo, abordando o desejo e o gozo, as máscaras de uma mulher, a perversão de André Gide, ideal do eu e perversão, O balcão de Jean Genet, a comedia e o falo, a menina e o falo, as aporias da via Kleiniana, o falo significante do desejo, a teoria da fase fálica, a crítica de Ernest Jones, as insígnias do ideal, Karen Horney e Helene Deutcsh, complexo de masculinidade e homossexualidade, o processo de identificação secundária, a mãe e a mulher, a metáfora do ideal do eu, as fórmulas do desejo, crítica do Édipo precoce, o desejo e a marca, sobre Totem e tabu, o signo da linguagem, o significante do outro barrado, as máscaras do sintoma, o caso de Elisabeth R., dissociação do amor e do desejo, o riso e a identificação, o significante, a barra e o falo, o desejo excêntrico à satisfação, esboço do grafo do desejo, a marca do pé de Sexta-feira, a aufhebung do falo e a castração do outro. Na quarta e última parte, trata a respeito da dialética do desejo e da demanda na clínica e no tratamento das neuroses, abordando o sonho da bela açogueira, os sonhos de água parada, o desejo do outro, o obsessivo e o seu desejo, transferência e sugestão, a significação do falo no tratamento, os circuitos do desejo, uma saída pelo sintoma e tu és aquele a quem odeias.

REFERÊNCIA
LACAN, Jacques. O seminário: as formações do inconsciente. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.

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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

ESTOU FALANDO COM AS PAREDES, DE JACQUES LACAN


[...] Os quatro discursos de que falei há pouco são essenciais para identificar aquilo de que, façam o que fizerem, vocês, de algum modo, são sempre os sujeitos, ou seja, supostos no que se passa de um significante a outro. O significante, é ele o senhor do jogo, e vocês não são mais do que o suposto, em relação a alguma coisa que é outra, para não dizer o Outro. Vocês não lhe dão sentido, nem sequer têm o suficiente para vocês próprios. Mas lhe dão um corpo, a esse significante que os representa, o significante-mestre. Pois bem, sendo vocês ali dentro, literalmente, sombras de sombra, não imaginem que a substância, que é o sonho de sempre lhes atribuir, seja outra coisa senão esse gozo de que vocês são cortados. Como não ver o que há de semelhante nessa invocação substancial e nesse incrível mito do gozo sexual, do qual o próprio Freud se fez reflexo? O gozo sexual é realmente esse objeto que corre, corre, como no jogo do anel, mas cujo estatuto ninguém é capaz de enunciar, a não ser como estatuto supremo. É o auge de uma curva à qual ele dá o seu sentido, e também, muito precisamente, da qual o auge escapa. E é por poder articular o leque dos gozos sexuais que a psicanálise dá seu passo decisivo. O que ela demonstra é, justamente, que o gozo que se poderia chamar de sexual, que não seria semblante do sexual, é marcado pelo índice, nada mais, até nova ordem, daquilo que só se enuncia, daquilo que só se anuncia pelo índice da castração.
 
[...] Esta noite eu lhes comuniquei algumas reflexões e, é claro, são reflexões a que a minha pessoa, como tal, não pode estar alheia. Isso é o que mais detesto nos outros. Porque, afinal, entre as pessoas que me escutam de vez em quando, e que por isso, Deus sabe por quê, são chamadas de meus alunos, não se pode dizer que elas se privem de se  refletir. A parede \le mur\ sempre pode servir de espelho [muroir]. Foi por isso, sem dúvida, que vim contar coisas no Sainte-Anne. Não é para delirar, propriamente falando, mas destas paredes, de qualquer modo, guardei alguma coisa no coração. Se, com o tempo, eu tiver conseguido edificar, com meu S barrado, meu S1, S2 e o objeto a, a razão \réson\ de ser, como quer que vocês a escrevam, pode ser que, no final das contas, vocês não tomem o reflexo da minha voz nestas paredes por uma simples reflexão pessoal.


ESTOU FALANDO COM AS PAREDES – O livro Estou falando com as paredes: conversas na capela de Saint-Anne, de Jacques Lacan, traz na primeira parte Saber, ignorância, verdade e gozo assuntos como a ignorância douta de Nicolau de Cuza, a psiquiatria, a psiquiatreria e a antipsiquiatria, Georges Bataille e o não saber, ignorância cassa, alingua, a psicanálise e a linguagem, resistência e o erro de Freud, Copérnico, o geocentrismo e o heliocentrismo, Freud e Darwin: sabemos que sabemos, o inconsciente estrutura-se como uma linguagem, função e campo da fala e da linguagem, o gozo e o princípio do prazer, a relação de Kant com Sade nos Escritos, a gama do gozo e o falo em Freud, racismo, trabalho, poder simbólico, o Iluminismo e o saber da impotência. Na segunda parte, Da incompreensão e outros temas, trata de significante e significado, o signo, sintoma e valor de verdade, sujeito suposto saber e transferência, Bertrand Russel, matemas, Leibniz e Newton, campo magnético, função e campo da fala e da linguagem, gozo sexual, castração, os seres acósicos, Hegel, o tetraedro, Henry Ey e a ciência e a verdade. Na terceira parte, Estou falando com as paredes, aborda sobre o princípio da seriedade, o saber do psicanalista, Platão e o valor da díade, a caverna, a psicanálise e a lógica, Mar, o homem e a mulher, entre outros assuntos.

REFERÊNCIA
LACAN, Jacques. Estou falando com as paredes: conversas na capela de Saint-Anne. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.

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