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sábado, 8 de agosto de 2026

O PLANETA & A QUESTÃO AMBIENTAL: DEBATES CONTEMPORÂEOS

 

 

O PLANETA & A QUESTÃO AMBIENTAL – Os debates atinentes à temática do planeta e a questão ambiental na contemporaneidade transitam entre as reflexões que incidem sobre crescimento econômico e a sustentabilidade socioambiental, a governança global, as mudanças climáticas e a transição energética, justiça socioambiental e a conservação, a biodiversidade e o desenvolvimento sustentável, notadamente a respeito da sobrevivência humana, o equilíbrio ambiental e as projeções escatológicas de extinção diante ação predatória humana.

 

CONTRA A NATUREZA, LORRAINE DASTON

GREVE PELAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS, ALEXANDRIA VILLASEÑOR

FUTURO DA GEOGRAFIA, TIM MARSHALL

RADICAL PERSPECTIVA, CARLO ROVELLI

CIÊNCIA DAS PLANTAS, CAROLINE DEAN

FIM DOS TEMPOS, PETER TURCHIN

NÓS & A TERRA, CAROLYN C. PORCO

A CRISE CLIMÁTICA É UMA CRISE DE DIREITOS HUMANOS, SOPHIA KIANNI

A CRISE CLIMÁTICA NÃO EXISTE NO VÁCUO, JAMIE MARGOLIN

DEUSA CIENTISTA, KANANDA ELLER

CARTA PARA AVÓ: POR QUE EU LUTO PELA JUSTIÇA CLIMÁTICA, XIYE BASTIDA

TODOS PODEM APRENDER... ESTHER PILLAR GROSSI

É HORA AGORA... VANESSA NAKATE

DIVERSIDADE, KAKA WERÁ JECUPÉ

AGROTÓXICOS & COLONIALISMO QUÍMICO, LARISSA BOMBARDI

ACREDITE EM ANIMAIS SELVAGENS, NASTASSJA MARTIN

O MUNDO DO AVESSO, LETÍCIA CESARINO

ECOFEMINISMO, ALICIA PULEO

CUSTO DE VIDA, DEBORAH LEVY

ARTE HOLÍSTICA, KATE KRETZ

LEVANTANDO A VOZ, MALALAI JOYA

MEMÓRIAS DE UM URSO POLAR, YŌKO TAWADA



 


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

TEMPOS MODERNOS E A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO


TEMPOS MODERNOS E A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO – A obra Tempos Modernos do cineasta, músico, ator, diretor e produtor britânico Charles Chaplin (1889-1977), foi criada com título inicial de As massas, em 1932, e lançada no Rivoli Theatre, de Nova Iorque, em 1936, retratando a sociedade norte-america no período pós-1929 quando se deu a Grande Depressão. No filme, o autor se apresenta como um operário que tem por função apertar parafusos numa linha de montagem. Pela intensa repetição, o personagem é acometido de um ataque de nervos que atrapalha todo o trabalho de produção na fábrica. O filme se inicia com a representação de um grande relógio em referência à máxima capitalista de que tempo é dinheiro. E a partir daí se desenrola toda a trama que se desenrola a partir da grande depressão de 1929.
Contextualizando a temática do filme a partir da crise de Wal Street, em 1929, que afetou a produção industrial norte-americana resultando na falência de mais de 130 mil estabelecimentos comerciais e mais de 10 mil instituições bancárias, levando um contingente considerável da população norte-americana à fome e ao desemprego. Com essa ocorrência, o governo destinou auxilio para industriais e banqueiros, sem se preocupar com a miséria da população. Com isso, houve uma radicalização na luta de classes, mobilizando trabalhadores que realizaram greves reivindicando os direitos e contra o desemprego. A crise se deu durante a vigência dos ideais Fordistas-Tayloristas. As ideias do empreendedor estadunidense Henry Ford (1863-1947), possibilitou a aplicação da montagem em série de forma a produzir em massa e em menos tempo por um custo menor. Esse modelo revolucionou a indústria, porém, proporcionou seqüelas desastrosas na psique humana, pelo cotidiano da repetição e o esforço do trabalho como um relógio que exige sistematicamente a repetição mecânica, cronometrada, continua, promovendo problemas neurológicos e psicológicos na classe trabalhadora. Por outro lado, também estava vigente as idéias do engenheiro mecânico estadunidense Frederick Taylor (1856-1915), considerado o pai da Administração Científica, propondo métodos científicos cartesianos para gestão das organizações empresariais, assentado na eficiência e eficácia, evitando desperdícios para elevar os níveis de produtividade na operacionalização da administração industrial. As suas idéias deixaram por herança a implantação dos estudos sobre "Tempos e Movimentos’, e conhecido como "Organização Racional do Trabalho", no sentido de que o operário deve seguir o ritmo da produção. Esse autor comparava o bom operário a um boi de carga. E seu método empregava a rotina massacrante da produção Assim sendo, esses ideais Fordistas-Tayloristas serviram de base para a manutenção da sociedade industrial caracterizada pela produção com base no sistema de linha de montagem e especialização do trabalho. A derrocada desse sistema se deu exatamente em 1929 com a grande depressão norte-americana. Para sair da crise provocada pelas frustrações econômicas do mercado e do desemprego generalizado, foi adotada a teoria do Keynesianismo criada pelo economista Jonh Maynard Keynes (1883 – 1946) que, por meio do fim do laissez faire, provando que a mão invisível do mercado liberal não obtivera êxito, propôs uma nova política social operacionalizada pelo Estado e que garantisse o pleno emprego, fazendo com que a produtividade aumentasse e, consequentemente, o consumo. Por essa razão, surge o Welfare State, ou seja, o Estado de Bem-Estar, onde defendia o incentivo estatal à produção promovendo a produção e o consumo para gerar um reaquecimento do crescimento econômico, estendendo os direitos sociais da cidadania por meio do pleno emprego. É nesse cenário que ocorre a trama de Tempos Modernos, como uma critica ao capitalismo representado pelo modelo de industrialização adotado pelas idéias Fordistas-Tayloristas. O filme aborda o homem com relação ao Estado e o movimento das máquinas por meio de uma bem humorada critica à revolução industrial e como foco a mecanização do ser humano, uma visão geral do que era a vida dos menos afortunados na América do Norte dos anos da industrialização. A bestialidade humana é denunciada pela exposição de rebanhos e pessoas que são encaminhados para o abatedouro de uma fábrica, bem como o ritmo alucinante da sociedade industrial que é criticada pela falta de qualidade de vida, uma vez que a velocidade da máquina dita a vida humana. Satiriza a industrialização por meio de cenas do sofrimento vivido pela sociedade norte-americana no pós-crise de 1929, focalizando a vida urbana dos anos 1930. Trata da desumanização criticando a desorganização criada com o surgimento de novas tecnologias. Essas tecnologias se incorporavam cada vez mais ao processo produtivo, aumentando a dificuldade do trabalhador: ou ele especializava sua mão-de-obra ou se torna um verdadeiro parasita diante das evoluções tecnológicas.  É com isso que Chaplin traz à cena a fábrica com a aceleração da produção que causa crise psicomotora nos operários, protagonizado por ele. É a critica ao Fordismo-Taylorismo na cena em que o operário de tanto apertar parafusos com seus gestos mecanizados, o psicológico e o neurológico do operário é atingido, ele estafado é internado como louco, pois perde a noção e acaba molestando uma senhora achando que os botões de sua blusa são parafusos e tenta apertá-los. Ao sair do hospital, este encontra a empresa fechada. Sem ter o que fazer vai pra rua onde se envolve numa turba, resultando preso sob acusação de liderança comunista. Encarcerado, o melancólico personagem evita uma fuga de traficantes. Por isso, é solto pela polícia como forma de agradecimento. O filme prossegue trazendo alternações de emprego, prisão e romance vivido com uma moça, órfã de mãe e com o pai morto numa manifestação trabalhista, quando os dois se identificam e juntos sonham as delícias do capitalismo. Dá-se então a presença da polícia, o jovem casal foge e tudo recomeça satirizando a sociedade capitalista que explora o proletariado sob a ótica industrial-capitalista que criou um sistema para a produção repetitivo e mecânico que se encontra dentro de uma fábrica totalmente preocupada com a produção em massa, e na substituição dos operários por maquinas, para produzir mais e obter maiores lucros. Esse cenário mecânico sai das fábricas para ganhar a cidade provocando a correria diária, a poluição sonora, os congestionamentos, as multidões nas ruas, o desemprego, a fome, a miséria, entre outras enfermidades sociais. A máquina desumaniza o homem explorando a mão-de-obra, economizando tempo e dinheiro, desconsiderando a condição humana. Os que não servem mais para o trabalho vítimas do sistema estressante e alienante são levados para Instituições-Depósito, as áreas de descartes. E o processo se agiganta na sociedade capitalista que se apóia nos aparelhos ideológicos, para exploração da força de trabalho, para sustentação dos meios de produção, utilizando-se do Estado para manter seu poderio, a exemplo da repressão policial contra as greves. Trata-se de uma obra que marcou uma nova fase nas obras do cineasta e a que melhor expressa o sentimento humano de impotência, oprimido pelo sistema capitalista-industrial.

BIBLIOGRAFIA
CLARET, Martin (Coord.). O pensamento vivo de Chaplin. São Paulo: Martin Claret, 1986.
HUNT, E. K.; SHERMAN, J. S. História do pensamento econômico. Petrópolis: Vozes, 1978.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

DO PRINCÍPIO FEDERATIVO, DE PROUDHON


[...] A ideia de federação é certamente a mais alta a qual se elevou até os nossos dias 0 genio político. Ela ultrapassa de muito longe as constituições francesas promulgadas desde setenta anos atrás, não obstante, a revolução cuja curta duração tão pouco honra 0 nosso pais. Ela resolve todas as dificuldades que suscita 0 acordo da Liberdade e da Autoridade. Com ela nao temos mais de recear afundarmo-nos nas antinomias governamentais; de ver a plebe emancipar-se proclamando uma ditadura perpetua, a burguesia manifestar a seu Liberalismo levando a centralização ao exagero, 0 espirito público corromper-se nesse deboche da devassidão copulando com o despotismo, 0 poder regressar incessantemente às maos dos intriguistas, como lhes chamava Robespierre, e a Revolurção, segundo as palavras de Danton, ficar sempre para os mais pérfidos. A razao eterna finalmente é justificada, 0 ceticismo vencido. Nao se acusam mais da infelicidade humana a falha da Natureza, a ironia da Providencia ou a contradição do Espfrito; a oposição dos princfpios aparecerá finalmente como a condição do equilíbrio universal.

DO PRINCÍPIO FEDERATIVO – O livro Do princípio federativo, do filósofo político, econômico e anarquista francês Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865), definido como o socialista utópico por Karl Marx, que defendia o favorecimento de associações de trabalhadores e cooperativas no desenvolvimento da prorpeidade coletiva dos trabalhadores em relação aos meios de produção. Proundhon defendia a revolução social por meio de formas pacíficas. Nessa obra aborda temas como o princípio da federação, o dualismo político: autoridade e liberdade, oposição e coneção destas noções de autoridade e liberdade, concepção a priori da ordem política, o regime de autoridade e de liberdade, as formas de governo, a transação entre os princípios, origem das contradições da política dos governos de fato, dissolução social, posição do problema político, o princípio de solução emengencia da ideia de federação, constituição progressiva, atraso das federações, idealismo político, eficácia da garantia federal e sanção econômica.

REFERÊNCIA
PROUDHON, Pierre-Joseph. Do princípio federativo. Sao Paulo: Nu-Sol - Imaginario, 2001.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

FILOSOFIA DA MISÉRIA, DE PIERRE PROUDHON


[...] Ó povo dos trabalhadores, povo deserdado, vexado e proscrito! Povo que é aprisionado, que é julgado e que é morto! Povo ultrajado, povo marcado! Não sabes que mesmo para a paciência, mesmo para a dedicação, há um limite? Não deixar de dar ouvidos a estes oradores do misticismo que te dizem para rezar e esperar, pregando a salvação pela religião ou pelo poder e cuja palavra veemente e sonora te cativa? Teu destino é um enigma que nem a força física, nem a coragem da alma, nem as iluminações e o entusiasmo, nem a exaltação de nenhum sentimento podem resolver. Aqueles que te dizem o contrário enganam-te e seus discursos servem apenas para retardar a hora de tua liberação, que está prestes a soar. O que são o entusiasmo e o sentimento, o que é uma poesia vã diante da necessidade? Para vencer a necessidade há apenas a necessidade, razão última da natureza, pura essência da matéria e do espírito. Assim, a contradição do valor, nascida da necessidade do livre arbítrio, deveria ser vencida pela proporcionalidade do valor que é outra necessidade e ambas produzem-no por sua união a liberdade e a inteligência. Mas, para que esta vitória do trabalho inteligente e livre produzisse todas as consequências, seria necessário que a sociedade atravessasse uma longa peripécia de tormentos. Haveria necessidade de que o trabalho, para que aumentasse seu poder, se dividisse; e, pelo fato desta divisão, há necessidade de degradação e empobrecimento do trabalhador.  Haveria a necessidade de que esta divisão primordial se reconstituísse em instrumentos e combinações científicas e necessidade de que, por esta reconstrução, o trabalhador subalternizado perdesse, juntamente com o salário legítimo, até o próprio exercício da indústria que o alimentava. Haveria necessidade de que a concorrência viesse então emancipar a liberdade prestes a perecer; e necessidade de que esta libertação conduzisse a uma vasta eliminação dos trabalhadores. Haveria a necessidade de que o produtor, enobrecido por sua arte como outrora o guerreiro o era por suas armas, erguesse bem alto a sua bandeira, para que a coragem do homem fosse honrada tanto no trabalho quanto na guerra e haveria necessidade de que do privilegiado logo nascesse o proletário. Haveria necessidade de que a sociedade tomasse então sob sua proteção o plebeu vencido, mendigo e sem asilo e necessidade de que esta proteção se convertesse em uma nova série de suplícios. Encontraremos em nosso caminho outras necessidades ainda, que desaparecerão, como as primeiras, sob necessidades maiores, até que por fim chegue a equação geral, a necessidade suprema, o fato triunfador que deve estabelecer para sempre o reino do trabalho. Mas esta solução não pode sair nem de um golpe de mão e nem de uma transação vã. É tão impossível associar o trabalho e o capital quanto produzir sem capital e sem trabalho; é tão impossível criar a igualdade pelo poder quanto suprimir o poder e a igualdade e fazer uma sociedade sem povo e sem polícia.  É preciso, eu repito, que uma fORÇA MAIOR invertesse as fórmulas atuais da sociedade; que seja o TRABALHO do povo e não a sua bravura ou os seus sufrágios quem, por uma combinação científica, legal, imortal e inelutável submeta o capital ao povo e lhe entregue o poder.

FILOSOFIA DA MISÉRIA – A obra Sistemas das contradições econômicas ou filosofia da miséria, do filósofo político, economista e anarquista francês Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865), trata a respeito de temas como ciências econômicas, oposição do fato e do direito na economia das sociedades, insuficiência das teorias e da crítica, constituição do valor e definição da riqueza, oposição do valor de utilidade e do valor da troca, aplicação da lei da proporcionalidade dos valores, primeira época das evoluções econômicas, a divisão do trabalho, efeitos antagonistas do princípio de divisão, importância dos paliativos, as máquinas, do papel das máquinas na sua relação com a liberdade, origem do capital e do assalariado, preservativos contra a influência desastrosa das máquinas, a concorrência, efeitos subversivos da concorrência e a destruição da liberdade por ela, remédios contra a concorrência, a necessidade do monopólio, desastres no trabalho e perversão nas ideias causadas pelo monopólio, a polícia ou o imposto, antinomia do imposto e consequências desastrosas e inevitáveis do imposto.

REFERÊNCIA
PROUDHON, Pierre-Joseph. Sistemas das contradições econômicas ou filosofia da miséria. São Paulo: Ícone, 2003.

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domingo, 23 de março de 2014

KARL MARX: ALIENAÇÃO POLÍTICA




KARL MARX: ALIENAÇÃO POLÍTICA - O economista, filósofo e revolucionário alemão, Karl Marx (1818-1883), também foi historiador, jornalista e teórico político filiado à esquerda hegeliana, foi o fundador da doutrina comunista moderna. Como autor de diversas obras, tais como O Capital, As lutas de classes na França, Introdução Crítica à Filosofia do Direito de Hegel, entre outras, introduziu o conceito de alienação a partir das óticas religiosas, filosóficas, social, econômica e política.
A alienação religiosa, para Marx, é a alienação modelo representando a perda do ser humano e tornando-se a expressão suprema da alienação humana. Está baseada na sua afirmação de que “O homem faz a religião, a religião não faz o homem”, pretendendo abolir toda e qualquer forma de religião que justifica todas as explorações capitalistas e burguesas, acusando especificamente o cristianismo de anestesiar humildes e deserdados por meio de prêmios na sua pregação das injustiças sociais, sendo, portanto, a religião uma das formas de exploração capitalista.
A alienação filosófica, para Karl Marx, é aquela que se nutre do pensamento ou da reflexão, em detrimento da ação e do real. Por isso, condena ele aqueles filósofos que se refugiam no pensamento, desligados da consciência da realidade.
A alienação social é vista por Marx como resultado da existência de classes que são divididas de forma oposta e hostil, determinando a existência de classes dominantes e dominadas, numa luta constante e identificadas por seus interesses e culturas. Nesse sentido, ele reforça a necessidade de consciência de classe, denominando a classe burguesa de dominante que explora a classe dominada, o proletariado que é despossuído de bens, famílias e direitos. Nasce daí a eterna luta dos dominados contra a burguesia que se baseia na alienação econômica.
A alienação econômica, para Marx, é a fonte de todas as alienações, defendendo que o trabalhador, quanto mais trabalha e quanto mais fica pobre, produz mais riqueza, tornando-se uma mercadoria barata. Essa forma de alienação só poderá ser vencida com a revolução proletária. Por consequência dessa revolução, todas as alienações serão abolidas.
Por fim, a alienação política que é vista por Marx em razão da divisão da sociedade civil em classes formada pelo Estado. Para ele, que o Estado representa a cisão social determinada por uma classe, quando jamais terá a capacidade de conciliar a divisão da sociedade. Observa o autor que a solução para a alienação política tem dependência direta com a alienação social, ou seja, com a divisão da sociedade em classes.
Observa-se, portanto, que na ideia de alienação o autor pontua a questão que o homem, nesse sentido, é visto como estranho a si mesmo, tornado outro e separado de seu próprio ser, não realizando a sua identidade. Em vista disso, o ser humano projeta-se para o mundo abstrato e ilusório, como no fato do processo de trabalho no Capitalismo que separou o trabalhador dos meios de produção que passaram a pertencer à burguesia, ou seja, à classe dominante. Com isso, entendia ele que com a alienação ocorre a negação do poder de discutir as políticas trabalhistas, levando o trabalhador à exclusão. Nesse sentido, entendia Marx que para que o trabalhador sobrevivesse era obrigado a alugar sua força de trabalho à classe dominante, resultando como recompensa a recepção de um salário. Com isso, observava o autor que havia mais pessoas que emprego, ocasionando a submissão do trabalho para acertar os valores impostos pelos patrões para que pudesse desenvolver suas atividades profissionais. Vê-se, portanto, com base nas ideia de Marx que a alienação é fruto da sistemática capitalista de produção, sendo, com isso, apenas suprimida na sociedade sem classes, qual seja: na sociedade comunista.

REFERÊNCIAS
CLARET, Martin, O Pensamento Vivo de Marx. São Paulo: Martin Claret, 1990.
MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosoficos. São Paulo: Abril Cultural, 1981.
MARX, K.; ENGELS, F. O manifesto comunista. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
WHEEN, Francis. Karl Marx. Rio de Janeiro: Record, 2001.

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