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sábado, 8 de agosto de 2026

O PLANETA & A QUESTÃO AMBIENTAL: DEBATES CONTEMPORÂEOS

 

 

O PLANETA & A QUESTÃO AMBIENTAL – Os debates atinentes à temática do planeta e a questão ambiental na contemporaneidade transitam entre as reflexões que incidem sobre crescimento econômico e a sustentabilidade socioambiental, a governança global, as mudanças climáticas e a transição energética, justiça socioambiental e a conservação, a biodiversidade e o desenvolvimento sustentável, notadamente a respeito da sobrevivência humana, o equilíbrio ambiental e as projeções escatológicas de extinção diante ação predatória humana.

 

CONTRA A NATUREZA, LORRAINE DASTON

GREVE PELAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS, ALEXANDRIA VILLASEÑOR

FUTURO DA GEOGRAFIA, TIM MARSHALL

RADICAL PERSPECTIVA, CARLO ROVELLI

CIÊNCIA DAS PLANTAS, CAROLINE DEAN

FIM DOS TEMPOS, PETER TURCHIN

NÓS & A TERRA, CAROLYN C. PORCO

A CRISE CLIMÁTICA É UMA CRISE DE DIREITOS HUMANOS, SOPHIA KIANNI

A CRISE CLIMÁTICA NÃO EXISTE NO VÁCUO, JAMIE MARGOLIN

DEUSA CIENTISTA, KANANDA ELLER

CARTA PARA AVÓ: POR QUE EU LUTO PELA JUSTIÇA CLIMÁTICA, XIYE BASTIDA

TODOS PODEM APRENDER... ESTHER PILLAR GROSSI

É HORA AGORA... VANESSA NAKATE

DIVERSIDADE, KAKA WERÁ JECUPÉ

AGROTÓXICOS & COLONIALISMO QUÍMICO, LARISSA BOMBARDI

ACREDITE EM ANIMAIS SELVAGENS, NASTASSJA MARTIN

O MUNDO DO AVESSO, LETÍCIA CESARINO

ECOFEMINISMO, ALICIA PULEO

CUSTO DE VIDA, DEBORAH LEVY

ARTE HOLÍSTICA, KATE KRETZ

LEVANTANDO A VOZ, MALALAI JOYA

MEMÓRIAS DE UM URSO POLAR, YŌKO TAWADA



 


domingo, 8 de fevereiro de 2026

O FREVO EM PESQUISA: FOLIA & CARNAVAL

 

 

O Frevo é um gênero musical e de dança que é Patrimônio Imaterial do Brasil (IPHAN, 2007) e Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade (Unesco, 2012). É uma expressão artística que surgiu no Recife, Pernambuco, no final do século 19, fruto da rivalidade entre blocos de capoeiristas e bandas militares, e oriundo de um estilo instrumental com orquestras de metais e fanfarras, misturando marcha, maxixe e capoeira, razão pela qual é caracterizado meio de passos acelerados, saltos e uso de sombrinhas pequenas coloridas. O seu nome deriva de uma corruptela do verbo “ferver”, simbolizando calor, agitação e o fervilhar das ruas. A dança é complexa com mais de 100 passos conhecidos, incluindo entre eles tesoura, mola, dobradiça, parafuso e a base de calcanhar. A música é executada como Frevo de Rua, modelo instrumental, frenético e próprio para dançar passinho; Frevo de Bloco, acompanhado de cantor e orquestra de pau e corda, com tom nostálgico; e Frevo-canção, mais lento com introdução e letra. Por seu expressivo valor artístico, apresento abaixo algumas referências para pesquisa.

 


O livro Frevo: a choreological performance (Richard Veiga, 2017), da jornalista, historiadora, pesquisadora e professora Maria Goretti Rocha de Oliveira, trata sobre a música e a dança por meio de uma pesquisa realizada no Departamento de Estudos da Dança da Escola de Artes Cênicas da Universidade de Surrey, na Inglaterra, e defendida em 2002, observando os movimentos do frevo, analisando a qualidade do que é dançado e como se dança, a partir dos métodos utilizados pelo "Frevo no Pé", criado por Nascimento do Passo e a prática de bailarinos e passistas como Flaira Ferro, Ângelo Madureira, Jaflis do Nascimento, entre outros. O livro é divido em duas partes, na primeira com cinco capítulos, busca decifrar os códigos e convenções coreográficas do passo. Na segunda parte com quatro capítulos, discute sobre improvisação, elencando um dicionário de movimentos do frevo-dança e também Manejos de sombrinha e passagem. Veja mais aqui e aqui.

 


O livro Danças populares como espetáculo público no Recife de 1970 a 1988 (Fundarpe/SEC, 1993), da historiadora e pesquisadora doutora em Dança pela University of Surrey, Maria Goretti Rocha de Oliveira, oriundo da sua dissertação de mestrado em história (UFPE, 1991) defendida sob a orientação do professor Marcus Joaquim Maciel de Carvalho, trata sobre os espetáculos de danças populares por meio da pesquisa realizada, através de leituras, entrevistas com artistas e participação em aulas, além de reflexões que produzem um panorama das mini partituras dos movimentos do frevo, analisando a qualidade do que é dançado e como se dança. Veja mais aqui.

 


O livro Tempos de folia: estudos sobre o carnaval no Recife (FUNDAJ/Massangana, 2018), organizado por Isabel Cristina Martins Guillen e Augusto Neves Silva, reunindo textos e autores, a exemplo de Debates historiográficos em torno do Carnaval do Recife, dos organizadores; Carnaval do Recife: a alegria guerreira de Rita de Cássia Barbosa de Araújo, O Carnaval regenerado do Recife: a consagração das elites modernas nos dias de folia da década de 1910, de Lucas Victor Silva; O Estado, a festa e a cidade: medidas de controle e ordem nos dias de Carnaval no Recife (1930-1945), de Mário Ribeiro dos Santos; Viva o frevo original: o ideal é sorrir e ao passo da Federação aderir, de Francisco Mateus Carvalho Vidal; O Carnaval tem seus direitos, quem não pode com ele não se meta! Os maracatus-nação no Carnaval do Recife no século XX, de Isabel Cristina Martins Guillen; Tristeza no reino da alegria: enfrentamentos entre o Interclubes e o Rei Momo no Carnaval de chumbo do Recife (1969-1972), de Diogo Barreto Melo; É na magia do samba que eu vou! Os duelos de Estudantes e Gigantes no Carnaval do Recife, de Augusto Neves da Silva; e Batalhas para além de confetes e serpentinas. A espetacularização no Carnaval pernambucano e nos maracatus-nação, de Ivaldo Marciano de França Lima. Veja mais aqui.

 


O livro Movimento de cultura popular: impactos na sociedade pernambucana (Liceu,2010), da professora doutora em Educação Popular, Letícia Rameh Barbosa, é oriundo da tese de doutoramento defendida na Universidade Federal da Paraíba, em 2007, e está estruturado com abordagens sobre o contexto histórico-cultural, os conceitos essenciais para se conhecer o Movimento de Cultura Popular (MCP), a influência nos vários setores da sociedade recifense, a educação com Paulo Freire, os conflitos e declínio, e as contribuições do MCP como movimento social. Veja mais aqui.

 


O livro Carnaval: textos, imagens & sons (Recife, 2011), organizado por Mário Souto Maior, Fernando Spencer e Renato Phaelante, reúne os estudos bibliográficos, a filmografia e a discografia do carnaval pernambucano. Veja mais aqui e o livro em PDF aqui.

 


O livro Carnavais, malandros e heróis: Para uma sociologia do dilema brasileiro (Zahar, 1983), do antropólogo e sociólogo Roberto DaMatta, é um estudo antropológico questionando o O que torna a sociedade brasileira diferente e única, respondendo a questão através de uma ida ao cerne do dilema que faz do Brasil um país de grandes desigualdades, mas de futuro promissor. Para o autor, tanto o carnaval quanto seus malandros e heróis são criações sociais que refletem os problemas e dilemas básicos da sociedade que os concebeu, considerando que mito e rito são, assim, dramatizações ou maneiras de chamar a atenção para certos aspectos da realidade social dissimulados pelas rotinas e complicações do cotidiano. Os ensaios da obra são o resultado de uma visão inovadora e um esforço definitivo para o entendimento do Brasil. Veja mais aqui.

 

Veja mais sobre o tema aqui & aqui.




segunda-feira, 17 de agosto de 2015

ANTROPOLOGIA JURÍDICA


ANTROPOLOGIA JURÍDICA - Procedendo ao resumo da obra Antropologia jurídica: para uma filosofia antropológica do direito (Elsevier, 2010), de José Manuel de Sacadura Rocha que propõe apresentar o estudo do fenômeno que envolve os grupos humanos e seu ordenamento. No capítulo 1, o autor procura conceituar Antropologia, como ciência que estuda o homem. Nessa parte apresenta as áreas que compreendem o conhecimento antropológico: a paleontologia, a etnologia, a arqueologia e a antropologia legal ou do direito. A paleontologia ou antropologia física compreende o estudo humano por meio da evolução física, ligada com as ciências médicas e biológicas, estudando, assim, a genética humana. A etnologia ou antropologia cultural compreende o estudo humano por meio da evolução cultural. A arqueologia ou antropologia de vestígios compreende o estudo humano por meio de vida e forma de ser no passado. A antropologia do direito ou legal compreende o estudo da conduta humana sob o aspecto da eficiência e utilidade das regras, reconhecendo a necessidade valorativa de regras e normas de conduta. Nessa parte da obra merece destaque o conceito trazido pelo autor para alteridade, como sendo as diferenças dos valores, regras e comportamentos de determinado grupo humano. No capítulo 2, da obra é tratada a antropologia do direito, entendida como estudo da ordem social, suas regras e sanções. Para o autor a antropologia jurídica é a observação participante e a comparação entre as modernas instituições do direito do Estado moderno. Essa antropologia reconhece a necessidade valorativa de normas e regras de conduta sem que seja necessariamente formalizada pela escrita ou por um sistema burocrático. Tem-se por entendimento conceitual que a antropologia jurídica compreende a observação participante e a comparação entre as modernas instituições do direito do Estado moderno.  O capítulo 3 evidencia as principais escolas antropológicas a partir do séc. XIX, como a escola evolucionista do norte-americano Lewis Henry Morgan, que estudou sobre os iroqueses – povos do norte dos Estados Unidos. A escola funcionalista do polonês Bronislaw Malinowsky e do inglês Radcliffe-Brown. O primeiro dedicou-se ao funcionalismo biológico estudando aborígenes da parte oriental da Nova-Guiné. Já o segundo, Radcliffe-Brown, dedicou-se ao funcionalismo sociológico, estudando os aborígenes da Austrália e da África. A escola estruturalista do belga Claude Lévis-Strauss, dedicou estudos comparativos sobre os povos da Ásia, Oceania e África. Já a escola estruturalista marxista do francês Maurice Godelier, dedicou-se aos estudos do povo baruya na Nova-Guiné. Os capítulos estudados da obra trazem uma visão geral da antropologia como uma ciência natural e social, apresentando sua conceituação, suas áreas de abrangências e escolas de evolução, possibilitando ao estudante de Direito a observância do ser humano nas suas dimensões culturais, a coletividade, o regramento nos grupos humanos e o entendimento das relações desenvolvidas com o fenômeno da regulação jurídica.

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domingo, 6 de julho de 2014

OS DRAGÕES DO ÉDEN, DE CARL SAGAN


OS DRAGÕES DO ÉDEN – A obra Os dragões do Éden: especulações sobre a evolução da inteligência humana, de Carl Sagan, trata sobre o calendário cósmico XXIII, os genes e os cérebros, o cérebro e a carroça, a metáfora do éden, a evolução do homem, as abstrações das fe4ras, os contos do éden sombrio, os amantes e os loucos, a futura evolução do cérebro equipotente, afeto, informação extragenética e extra-somática, cérebro trino, neocórtex, alexia, primatas, craniotomia, filogenia e ontogenia, anaglifo, seleção natural, bits, sinapses, sistema de liberação, entre outros importantes assuntos.

REFERÊNCIAS
SAGAN, Carl. Os dragões do Éden: especulações sobre a evolução da inteligência humana. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.

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