sábado, 6 de dezembro de 2014

NEUROFILOSOFIA & NEUROCIÊNCIA COGNITIVA



GRUPO DE PESQUISA – Realizou-se na última sexta, dia 05 de dezembro, mais uma reunião do Grupo de Pesquisa Neurofilosofia & Neurociência Cognitiva, comandada pelos professores Álvaro Queiroz e Janne Eyre Araújo de Melo Sarmento.

No primeiro momento foi efetuada a recepção dos novos membros do grupo: Mauricio Gomes, Franciele Gusmão, Jalison Feijó e Juliane Miranda de França, contando ainda com a presença dos membros Weverky Farias, Danrley Tenório, Danielle Nunes e Sérgio Marques.

Em seguida, o professor Álvaro Queiroz fez menção da necessidade de estudos a serem realizador para aprofundamento dos estudos e produção de textos e trabalhos acadêmicos. Entre os autores recomendados para leitura estão Antonio Damásio, Steven Pinker e Eduardo Giannetti, além de Aristóteles, Kant, Hegel, Descartes, Locke, Jacques Maritain e Pierre Rousselot. A distribuição das leituras será efetuada na próxima reunião do dia 12 de dezembro.

A professora Janne Eyre ressaltou importância da bibliografia apresentada por se tratar de fundamental embasamento para o desenvolvimento das atividades de estudo. Nessa ocasião foi efetuado um balanço das atividades realizadas durante o período letivo, registrando a participação do grupo em diversos eventos, tais como a V Reunião Anual do IBNec/Congresso Norte-Nordeste de Neurociências do Comportamento, do IV Congresso Brasileiro de Psicologia: Ciência e Profissão, do IV Encontro Científico e Cultural de Alagoas (Enccult) e da I Jornada Científica do GEPE.

O pós-graduando e tesoureiro do grupo, Weverky Farias informou a manutenção de estudos que se desenvolvem sob sua responsabilidade sobre a área de Equoterapia e, em parceria com graduando Sérgio Marques, na área de Indisciplina Escolar.

A graduanda Daniele Nunes trouxe a informação de que em parceria com o também graduando Marcos Henrique Costa, estão desenvolvendo de estudos na área da Terceira Idade & Gerontodrama. Confira detalhes aqui.

O graduando Danrley Tenório manifestou a manutenção dos seus estudos sobre RPG enquadrando em seus propósitos de pesquisa as ideais de Jacob Levy Moreno sobre as técnicas do Psicodrama

CAFÉ PSI – O grupo também participou da décima edição do Café Psi, organizado pela psicóloga Janaina Diniz Guedes, realizado no último dia 03 de dezembro, no Restaurante Bodega do Sertão, em Maceió – AL, sobre a temática da Neuropsicopedagogia: o que isso tem a ver com escola, criança, pais e a psicologia?, ministrada pela mestre em Ciências Aplicadas à Pediatria da USP, Christiane Assumpção Couto, e o especializando em Neuroeducação e especialista em Neuropsicologia, Aluizio Costa. Esse evento tem por objetivo debater temas do universo da psicologia contemporânea.

DICAS DE LEITURA

O INSTINTO DA LINGUAGEM – A obra O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem, de Steven Pinker aborda questões acerca do instinto para adquirir arte, tagarelas, mentalês, funcionamento da linguagem, palavras, os sons do silêncio, cabeças falantes, a Torre de Babel, o bebê nasce falando, órgãos da linguagem e genes da gramática, o Big Bang, os craques da língua, o design da mente, entre outros importantes temas. No primeiro capítulo, denominado Um instinto para adquirir uma arte, o autor aborda o poder de moldar eventos no cérebro com precisão entre seres humanos no milagre da sociabilidade da linguagem, por meio de combinações de ideais novas e precisas que surgem na mente do outro no ato da combinação, entrelaçando a experiência humana e destacando o instinto para aprender, falar e compreender a linguagem. Parte da ideia básica de Darwin de que “A linguagem é uma arte” e dos propósitos linguísticos de Noam Chomsky, propondo uma investigação das combinações das palavras de uma gramática mental que faz parte da gramática universal inata, abordando desde o DNA na construção do cérebro até a manifestação da linguagem jornalística na contemporaneidade. Nessa parte do livro enfatiza o autor a linguagem como a capacidade notável de moldar eventos no cérebro com precisão por meio das combinações de ideias e palavras, destacando a língua falada como o motor da comunicação verbal na rede trocas de informações. No segundo capítulo, intitulado Tagarelas, o autor aborda desde as algaravias, dialetos, línguas e falantes, até aos genes da gramática, demonstrando que a linguagem complexa é universal porque as crianças a reinventam de geração em geração e destacando a flexibilidade da inteligência humana para estratégias de aprendizagem geral, a partir do mamanhês, dos pidgins e sua crioulização, a Língua de Sinais, até a metáfora da Torre de Babel. No terceiro capítulo, Mentalês, ele inicia a abordagem a partir da Novalingua e da Antilingua da obra de George Orwell para desenvolver suas ideias acerca dos tipos de processadores e de representações contidas no cérebro humano. No quarto capítulo, Como a linguagem funciona, o autor esboça ideias acerca do pensamento de Ferdinand Saussure sobre a arbitrariedade do signo, a língua como uso infito de meios finitos de Wilhelm Von Humboldt, Mark Twain e o nonsense do séc. XIX, o Jaguadarte de Lewis Carroll, a teoria dos princípios e parâmetros e o conceito de estrutura falante de Noam Chomsky para, a partir dessa abordagem apresentar o dicionário e a gramática mentais dentro de um design de gramática formado a partir da vastidão da linguagem baseada nos autores William Faulkner, James Joyce e Bernard Shaw, e o código autônomo em relação à cognição, fazendo um comparativo com os princípios da combinação gramatical com os princípios da combinação genética dentro de sistemas aglutinantes. Passa então a tratar sobre os mecanismos de cadeias de palavras do modelo de estudos infindos de Markow e a interdependência agregativa indutiva a partir dos poemas de Stephane Mallarmé, para esboçar a ideia de que a língua humana baseia-se numa enorme cadeia de palavras armazenadas no cérebro ao considerar que a mente humana foi desenvolvida para usar estruturas de dados e de variáveis abstratas, razão pela qual afirma que a aprendizagem é causada pela complexidade da mente. No quinto capítulo, Palavras, Palavras, Palavras, Pinker vai demonstrar que a gramática é a capacidade de transmitir uma quantidade infinita de ideias com número finito de regras: as pessoas são criativas com as palavras, vez que as possuem uma regra mental para produzir palavras novas, propondo, portanto que a língua é um sistema combinatório discreto. Passa então a abordar sobre gramática, morfemas e fonemas, sistemas de regras vocabulares e sintagmáticas, morfologia, sintaxe, a psicologia das regras linguísticas, a teoria da estrutura vocabular, listema, memorização, truques mnemônicos, onomatopeias, habilidades miméticas, homônimos e sinônimos. Aborda, ainda, as ideias de gramática de Marguerite Yourcenar, a psicologia do desenvolvido de Peter Gordon, o signo arbitrário de Ferdinand Saussure e o escândalo da indução de Quine. Com isso, entende o autor que a palavra é construída a partir de partes morfológicas, sendo, pois, um objeto linguístico e um fragmento memorizado da sequencia de material linguístico arbitrariamente associado a um significado particular. Para ele, a palavra é o símbolo quitessencial e bidirecional compartilhado para transformar significa em som ao falar e som com significado ao escutar. Ou seja, a vinculação da palavra ao conceito: rotulando um tipo de coisa. No sexto capítulo, Os sons do silêncio, fala do aparelho fonador, diapasão, ressonância, sistema emergencial de radiodifusão, o simbolismo fonético, das ondas senoidais, o efeito Mcgurk, orônimos, a percepção e decodificação da fala, o mecanismo físico e neural da fala, a dualidade de padrões de Charles Hockert, onda sonora, algaravias, glossolalia, padrão sonoro, regras fonológicas, acústica, ambiguidade, redundância e conjunto de ressonâncias, a teoria da percepção da fala, a escrita e a língua. Destaca a observação de Bernard Shaw ao mencionar que “Há duas tragédias na vida. Uma é não realizar seu desejo mais profundo. A outra é realizá-lo”. Para o autor as sentenças e sintagmas compõem-se de palavras, as palavras de morfemas e morfemas de fonemas. O fonema corresponde ao ato de produzir um som. Entende, então, que a fala é uma matriz multidimensional e que o som falado é uma combinação de gestos. A língua funciona por meio de um sistema combinatório, as regras fonológicas facilitam a articulação. No sétimo capítulo, Cabeças falantes, trata dos temores da sociedade acerca da substituição humana pela máquina inteligente capaz de roubar seus postos de trabalho, desde a lenda medieval judaica do Golem até Hal e a Odisseia no espaço, assegurando que os temores da automação são improcedentes. A partir disso ele assinala que a compreensão de uma frase é uma tarefa difícil por envolver sujeito, verbos, objetos e agrupamento de palavras em sintagmas, entre outras complexas atividades realizadas, entendendo que a gramática é um código ou protocolo, uma base de dados estática que especifica os tipos de sons correspondente a significados, trazendo à tona a metáfora do encanamento: as ideias são objetos; as frases, recipientes; e a comunicação, o transporte. E arremata: comunica é uma ação apoiada entre ouvintes e falantes. No capítulo oitavo, A torre de babel, o autor trata das diferenças das línguas, assinalando, com base em Brenberg, a existência de 45 línguas universais. Na dimensão de padrões universais, assinala o autor que as línguas possuem uma única origem que descende da protolíngua que se conservou em todas elas algumas de suas características. Para tanto observa que todas as línguas possuem um vocabulário composto de milhares de vocábulos distribuídos em classes gramaticais que incluem categorias como substantivo e verbo e que possuem processos de diferenças na variação, hereditariedade e isolamento. Denuncia nessa parte do livro a extinção de línguas causando prejuízos à diversidade: o gás paralisante cultural de Kraus. Enfim, conclui esta parte com o entendimento de que as línguas são perpetuadas pelas crianças que as aprendem. No nono capítulo, Bebê nasce falando – descreve céu, o autor abre essa parte com o caso noticiado da bebê Naomi, filha de Theresa Montefusco, de 18 anos de idade, que nasceu falando e contando experiências do céu. Ainda aborda os casos da lenda de Rômulo e Remo, de Mogli de Kipling, Genie e os pidgins, a deficiente auditivo Chelsea, de Victor de Aveyron, Kamala, Amala e Ramu. Traz a citação de Vladimir Nabokoh: “Penso como um gênio, escrevo como um autor prestimoso e falo como uma criança” e reitera: a linguagem é a quitessência da atividade social e que sua aquisição normal se dá entre os 6 anos de idade até a puberdade. No décimo capítulo, Órgãos da linguagem e genes da gramática, o autor aborda a questão sobre a capacidade de aprender gramática atribuída a gene, satirizando os jornalistas e os anúncios de facilidade de melhoria da gramática. Aborda, então, sobre a faculdade da linguagem articulada com o hemisfério esquerdo do cérebro, baseado em Paul Broca, na área de Wernicke e nos giros angular e supramarginal. Para, então, no décimo primeiro capítulo a tratar sobre o Big Bang, tratando sobre a exclusividade da tromba dos elefantes e o questionamento acerca da incompatibilidade do instinto da linguagem na teoria de Darwin. Trata então do sistema de comunicação animal, considerando um repertorio finito de chamados, um sinal analógico contínuo e as variações aleatórias. Assevera que pelo sistema combinatório discreto da linguagem, a gramática se torna infinita, digital e composicional. No décimo segundo capítulo, Os craques da língua, o autor vai categorizar as sapiências e eminências gramaticais em craques, observadores, Jeremias e sábios, destacando entre estes últimos Safire. Nessa parte, trata das regras prescritivas adotadas pela escola e as descritivas adotadas pelos cientistas, observando que as regras não se conformam nem à lógica nem à tradição, e que são usadas apenas para diferenciar a elite da ralé culpando os iletrados funcionais pelo estorvo de não se conhecer a própria língua. Por fim, no décimo terceiro capítulo, O design da mente, o autor vai concluir que a linguagem é a parte mais acessível da mente, destacando as complexas interações do povo universal de Donald Brown, defendendo a ideia de aprende-se mais fora da sala de aula pela generalização por similaridade: o senso de similaridade inato e a ubiquidade da linguagem. Veja mais aqui.

REFERÊNCIA
PINKER, Steve. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

Veja mais do Grupo aqui.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

PSICANÁLISE


PSICANÁLISE – O termo psicanálise, segundo Roudinesco (1998) é oriundo de Psychoanalyse, termo criado por Sigmund Freud, em 1896, para nomear um método particular de psicoterapia (ou tratamento pela fala) proveniente do processo catártico (catarse*), de Josef Breuer e pautado na exploração do inconsciente, com a ajuda da associação livre, por parte do paciente, e da interpretação, por parte do psicanalista. Por extensão, dá-se o nome de psicanálise: ao tratamento conduzido de acordo com esse método; à disciplina fundada por Freud (e somente a ela), na medida em que abrange um método terapêutico, uma organização clínica, uma técnica psicanalítica, um sistema de pensamento e uma modalidade de transmissão do saber (análise didática, supervisão) que se apoia na transferência e permite formar praticantes do inconsciente; ao movimento psicanalítico, isto é, a uma escola de pensamento que engloba todas as correntes do freudismo. No plano clínico, ela é também a única a situar a transferência como fazendo parte dessa mesma universalidade e a propor que ela seja analisada no próprio interior do tratamento, como protótipo de qualquer relação de poder entre o terapeuta e o paciente e, em caráter mais genérico, entre um mestre e um discípulo. Sob esse aspecto, a psicanálise remete à tradição socrática e platônica da filosofia. Por isso é que empregou o princípio iniciático da análise didática, exigindo que se submeta à análise qualquer um que deseje tornar-se psicanalista. Freud foi o iniciador de uma inversão do olhar médico que consistiu em levar em conta, no discurso da ciência, as teorias elaboradas pelos próprios doentes a respeito de seus sintomas e seu malestar. Mediante essa reviravolta, a psicanálise esteve na origem dos grandes trabalhos históricos do século XX sobre a loucura e a sexualidade. Foi num artigo de 1896, redigido em francês e intitulado “A hereditariedade e a etiologia das neuroses”, que Freud empregou pela primeira vez a palavra psico-análise. Após muitas hesitações, cuja evolução pode-se acompanhar na correspondência entre Freud e Carl Gustav Jung, a palavra psicanálise se imporia em francês em 1919 (em lugar de psico-análise), ao lado de Psychoanalyse, já aceita no alemão em 1909 (em vez de Psychanalyse) e de psychoanalysis, em inglês (muitas vezes grafada como Psycho-analysis ou Psycho-Analysis). Em 1910, em “As perspectivas futuras da terapia psicanalítica”, Freud delimitou um enquadre “técnico” para a análise, afirmando que esta tinha por objetivo vencer as resistências. Essa tese seria discutida muitas vezes, e os problemas da técnica seriam objeto de diversos outros artigos, além de debates e cisões na história do movimento psicanalítico, desde Sandor Ferenczi até Jacques Lacan. Inspirando-se no modelo darwinista, Freud quis incluir a psicanálise entre as ciências da natureza, ou, pelo menos, conferir-lhe um estatuto de ciência dita “natural”. E por causa da dupla pertença da psicanálise (ao campo das ciências da natureza e ao das artes da interpretação) que sua chamada refutação “científica” produziu-se no campo da terapêutica. A história da psicanálise mostra que as resistências erguidas contra ela, bem como seus conflitos internos, sempre foram o sintoma de seu progresso atuante, de sua propensão a fabricar dogmas e de sua capacidade de refutá-los.
Essa postagem, portanto, é o pontapé inicial para uma série de outras postagens a respeito da temática. Para tanto, segue abaixo uma bibliografia suplementar para melhor conhecimento a respeito do tema.


REFERÊNCIAS
ALBERTI, S.; FIGUEREDO, C. (Orgs.). Psicanálise e saúde mental: uma aposta. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2006.
ATKINSON, Richard; HILGARD, Ernest; ATKINSON, Rita; BEM, Daryl; HOEKSENA, Susan. Introdução à Psicologia. São Paulo: Cengage, 2011.
BOCK, A.M et al.  Psicologias: uma introdução ao estudo da psicologia. São Paulo: Saraiva, 2001
DAVIDOFF, Linda. Introdução à Psicologia. São Paulo: Pearson Makron Books, 2001.
ETCHEGOYEN, R. Horacio. Fundamentos da técnica psicanalítica. Porto Alegre: Artmed, 2004.
FADIMAN, James; ROBERT, Frag. Teorias da personalidade. São Paulo: Harbra, 2002.
GAZZANIGA, Michael; HEATHERTON, Todd. Ciência psicológica: mente, cérebro e comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2005.
LAPLANCHE; Jonh; PONTALIS, J. B. Vocabulário de psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
MEZAN, Renato. Interfaces da psicanálise. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2002.
MORRIS, Charles; MAISTO, Alberto. Introdução à psicologia. São Paulo: Pretence Hall, 2004.
MYERS, David. Psicologia. Rio de Janeiro: LTC, 2006.
ROUDINESCO, Elisabeth. Dicionário de psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
SCHULTZ, Duane; SCHULTZ, Sydney. Historia da psicologia moderna. São Paulo: Cengage Learning, 2012.
ZIMERMAN, David. Vocabulário contemporâneo de psicanálise. Porto Alegre: Artemd, 2008.
______. Fundamentos psicanalíticos: teoria, técnica, clínica – uma abordagem didática. Porto Alegre: Artmed, 2007.
______. Manual de técnica psicanalítica. Porto Alegre: Artmed, 2004.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

CONFÚCIO, BASHÔ, JUNG, BRECHT & ELIOT - MOMENTOS DE REFLEXÃO


CONFÚCIO

Aos quinze anos orientei o meu coração para aprender. Aos trinta, plantei meus pés firmemente no chão. Aos quarenta, não mais sofria de perplexidade. Aos cinquenta, sabia quais eram os preceitos do céu. Aos sessenta, eu os ouvi com ouvido dócil. Aos setenta, eu podia seguir as indicações do meu próprio coração, pois o que eu desejava não mais excedia as fronteiras da Justiça”.
(Confúcio, Os analectos, II, 4).


MATSUO BASHÔ

Não siga os Antigos. Procure o que eles procuraram. Respeite as regras. Então jogue todas fora. Pela primeira vez, você atinge a liberdade”.



Um consciente inflado é sempre egocêntrico e nada percebe, a não ser a sua própria existência... Encontra-se hipnotizado por si mesmo e, consequentemente, não há como argumentar com ele. atira-se inevitavelmente em direção a calamidades que, certamente, o atingirão de maneira mortal”.
(Carl G. Jung, Psicologia e alquimia)



Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis




Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada. Ai de nós!
Nossas vozes dessecadas,
Quando juntos sussurramos,
São quietas e inexpressas
Como o vento na relva seca
Ou pés de ratos sobre cacos
Em nossa adega evaporada
Fôrma sem forma, sombra sem cor
Força paralisada, gesto sem vigor;
Aqueles que atravessaram
De olhos retos, para o outro reino da morte
Nos recordam - se o fazem - não como violentas
Almas danadas, mas apenas
Como os homens ocos
Os homens empalhados.
(T. S. Eliot, Os homens ocos)

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